O secretário de Ciência e Tecnologia do Governo da Paraíba reagiu na abordagem da reportagem do WSCOM/Revista NORDESTE neste domingo como “absurdo inaceitável” à exploração que ele rebate com veemência por inexistir procedência diante de notícia veiculada nas redes sociais dizendo que a China estava se estruturando na América Latina, em especial na Paraíba.
“Temos um equipamento de pesquisa que não envolve nem pesquisa na area de defesa”, rebateu o secretário reagindo com indignação à forma do tratamento da notícia.
Ele projetou que “vamos precisar nos preparar para conviver com essa tentativa de fake News absurda, que assim reagiremos defendendo a verdade dos fatos”.
Ele se refere ao bingo internacional em fase de instalação no Vale do Piancó”, declarou.
A NOTÍCIA A SEGUIR TRATADA COMO FAKE NEWS
Relatório dos EUA aponta que China age “secretamente” na AL e cita estação em Salvador e universidades na Paraíba
01 MAR 2026
Relatório elaborado pelo Comitê Seleto da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aponta que a China está expandindo sua atuação espacial na América Latina de forma estratégica e discreta, com potencial aplicação estratégica e militar.
O documento cita o Brasil como um dos pontos relevantes dessa rede. Segundo o relatório, Pequim utiliza projetos apresentados como científicos e comerciais para ampliar sua capacidade de monitoramento de satélites e comunicações espaciais, dentro da política chinesa de “fusão militar-civil”.
No Brasil, o texto menciona três frente• A Estação Terrena de Tucano, resultado de parceria entre a startup brasileira Ayla Nanosatellites e a chinesa Beijing Tianlian Space Technology. A estrutura permite comunicação prolongada entre satélites e solo no hemisfério sul.
• O Laboratório Conjunto China-Brasil de Radioastronomia, criado em 2025 com participação da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), ligado ao projeto do radiotelescópio BINGO, na Paraíba.
.Estruturas espaciais associadas a cooperação técnica no país, que, segundo o relatório, poderiam ampliar a capacidade chinesa de rastreamento e análise de sinais.
Embora as iniciativas tenham finalidade declarada científica, o documento sustenta que tecnologias de processamento de sinais e controle orbital podem ter uso “dual” — civil e militar, inclusive para aplicações estratégicas de inteligência e rastreamento, e os EUA estariam na mira.
O relatório recomenda que o governo americano reavalie acordos tecnológicos com países que hospedam infraestrutura chinesas; condicione parcerias à adoção de salvaguardas de segurança; mplie alternativas de cooperação espacial na América Latina; monitore com mais rigor a transferência de tecnologia sensível.
Pois bem!
Como o governo Trump surpreende, e se decidir uma investida militar para eliminar essas instalações chinesas no Brasil?
Estariam as relações bilaterais firmadas pelo governo petista com a China colocando a soberania e os brasileiros em risco de ataque?
E se o Brasil for pressionado a escolher lados? E se em um cenário extremo de tensão o Brasil for alvo de sanções ou retaliações?
Por ora, trata-se de um alerta geopolítico. Mas o relatório deixa claro que, na visão americana, o Brasil já está inserido nessa disputa tecnológica entre as duas maiores potências do mundo.