As contas públicas da Paraíba novamente se tornaram destaque nacional após o estado ficar em terceiro lugar do país com a maior disponibilidade de dinheiro em caixa para honrar os compromissos administrativos firmados para iniciar o ano. O dado é do Relatório da Gestão Fiscal dos Estados, enviado ao Tesouro Nacional e publicado no Estadão.
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Com base nos dados do Relatório de Gestão Fiscal, a Paraíba registrava 4,054 bilhões como reserva no terceiro quadrimestre de 2025, o que deixa o Estado na terceira posição com maior fluxo de caixa. Os estados do Paraná (R$ 10,507 bilhões) e de São Paulo (R$ 5,916 bilhões) lideram em valores nominais o ranking das reservas das unidades da federação. O relatório considera os recursos do caixa os não vinculados, ou seja, aqueles que não estão carimbados por lei para áreas específicas e demonstram a real saúde financeira dos Estados.
Situações distintas da Paraíba
Diferente da situação da Paraíba, o relatório mostra que sete Estados terminaram o ano de 2025 com caixa no vermelho (MG, RN, AL, DF, RS, TO, AC). O Estado de Minas Gerais tem a pior situação entre os entes com o caixa negativo em R$ 11,3 bilhões, seguido do Rio Grande do Norte (-R$ 3 bilhões). Veja o ranking do fluxo de caixa das 26 unidades da federação e do Distrito Federal no gráfico.
“Paraíba estaria na liderança”
Para o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo Laureano, “se for levado em consideração esses valores nominais do fluxo de caixa dos três estados que lideram o ranking e fizermos um comparativo com o orçamento desses estados ou com a Receita Corrente Líquida (RCL), a Paraíba estaria em primeiro lugar, passando o Paraná e o Estado de São Paulo, com o melhor índice de desempenho entre os Estados”, avaliou.
Gestão fiscal a serviço da população
Para Marialvo Laureano, “a gestão fiscal equilibrada do Estado só tem sentido quando está a serviço de uma política de desenvolvimento que visa melhorar a qualidade de vida da população por meio de políticas públicas e de programas de saúde, segurança, educação, na prestação de serviços, além de obras estruturantes que buscam atrair empresas e novos negócios, refletindo na economia” e completou:
Taxa histórica de desemprego
“É o que tem demonstrado as diversas pesquisas e indicadores publicados pelo IBGE como, por exemplo, a taxa de desocupação que atingiu uma marca e um marco histórico em 2025. Reduzirmos a taxa para 6%, a menor do Nordeste e de toda a série histórica de 14 anos que é algo espetacular. Criamos em sete anos (2019-2025) mais de 1,3 milhão de empregos formais, com saldo de 144 mil postos e um total de 545 mil trabalhadores ativos no setor privado do Estado com carteira assinada. Já a população ocupada vem crescendo a cada ano e chegou a 1,704 milhão de paraibanos no último trimestre de 2025,” destacou.
Ações do governo aliadas ao setor privado
O titular da Fazenda Estadual citou ainda um número expressivo: “Para se ter uma ideia, esse saldo de 144 mil pessoas dos últimos sete anos é quase seis vezes maior que o mesmo período anterior, que era de 25 mil (2012-2018). Temos ainda o PIB em crescimento, os setores do varejo e serviços com destaque nacional e a continuidade dos investimentos. Ou seja, essas ações afirmativas do governo para melhorar o ambiente de negócios aliadas às iniciativas dos setores produtivos e privados vão continuar gerando emprego e renda para a população ao longo de 2026”, finalizou.