O vereador Guga Pet, que se envolveu em um tumulto na manhã desta quinta-feira (12) ao tentar entrar no Hospital Público Veterinário de João Pessoa, afirmou que esteve no local para apurar denúncias relacionadas ao funcionamento da unidade. O caso foi registrado em vídeos que circulam nas redes sociais e terminou com o parlamentar sendo conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
“A gente como representante, como ativista da causa do animal, a gente não vai se calar e não vamos aceitar que a prefeitura possa destruir esse sonho que a gente lutou tanto há há 20 anos para acontecer. E como órgão fiscalizador, fui até lá para poder receber o esclarecimento das denúncias que que houve para a gente”, declarou.
Segundo o vereador, ele solicitou conversar com a coordenação e acessar a área de internamento, mas teria sido impedido. “Fui proibido pela pela direção do hospital, fui proibido pelo segurança do hospital e eu disse que ia entrar . Ao entrar, eles me empurraram e não deixaram eu entrar no hospital. Solicitei a Polícia Militar da Paraíba”, afirmou.
O parlamentar também relatou ter sido ameaçado de ser algemado. “Iriam me ameaçar que iam me algemar, e eu disse: ‘Não tenho medo, não vou me calar, porque eu tô aqui pela causa que é maior do que tudo isso. Eu sou representante da causa animal e vou continuar sendo esse defensor. Se vocês quiserem me prender, me prenda’”, disse. Ele acrescentou que pretende intensificar a fiscalização na unidade. “A prefeitura municipal não vai nos calar. Não vai deixar que essa voz esteja firme e forte a favor de você, pai e mãe”, completou.
Em vídeo, o secretário municipal de Cuidado e Proteção Animal, Welisson Silveira, apresentou versão diferente sobre o ocorrido. “Na condição de secretário de cuidado e proteção animal do município de João Pessoa, viemos aqui lamentar profundamente os fatos ocorridos no Hospital Veterinário aqui do município de João Pessoa. O vereador Gustavo Oliveira, visivelmente alterado, compareceu fazendo acusações infundadas sem qualquer tipo de provas”, afirmou.
De acordo com o secretário, o vereador teria tentado forçar a entrada na unidade. “Tentou forçar a entrada, mesmo sobre advertências dos funcionários, tentando agredir fisicamente um dos nossos funcionários. Trocou acusações e agrediu verbalmente vários funcionários aqui trazendo uma situação de transtornos, inclusive para os pacientes que precisam de um ambiente tranquilo e de cuidado. Aqui é um hospital veterinário”, declarou.
Welisson Silveira afirmou ainda que o controle de acesso segue normas sanitárias e do Conselho de Medicina Veterinária. “Não permitiremos que pessoas ou qualquer outra autoridade sobre a condição ou argumento de fazer uma fiscalização sem qualquer relatório técnico ou sem qualquer designação nessa função”, disse. Segundo ele, a pasta irá adotar medidas legais. “Iremos adotar todas as providências administrativas, cíveis e criminais contra a pessoa que foi responsável, especificamente o vereador Gustavo Oliveira, pela prática reprovável eh realizada no dia de hoje.”
O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.