O governador João Azevêdo (PSB) afirmou que só pretende tratar de eventuais cobranças ao vice-prefeito Léo Bezerra quando ele assumir efetivamente a Prefeitura de João Pessoa. Em entrevista nesta segunda-feira (9), o chefe do Executivo estadual disse que qualquer diálogo sobre a condução administrativa da capital só ocorrerá após a posse.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
“Eu disse várias vezes que eu só faria alguma cobrança ao Léo se ele sentasse na cadeira e fosse prefeito. Aí eu iria sentar com ele para entender a lógica que ele pretende implantar em João Pessoa. É, então vamos aguardar, tá muito pertinho”, declarou.
Ao ser questionado sobre possíveis acordos políticos envolvendo prefeituras e Nabor Wanderley, pré-candidao ao Senado, junto ao senador Veneziano Vital, João Azevêdo evitou polemizar e minimizou especulações.
Sobre o deputado Ricardo Barbosa, citado em especulações recentes, o governador negou qualquer ruptura. “Insatisfeito não. Eu tive com o Ricardo na semana passada. Nós conversamos muito, estamos tratando das coisas”, afirmou.
Ao comentar análises políticas sobre o futuro da base governista, João Azevêdo ironizou previsões antecipadas e disse que o cenário ficará mais claro a partir do início do prazo legal para mudanças partidárias: “Eu acho que tem, que passa muito na cabeça dos analistas políticos da Paraíba, cada um acho que o cara acorda com um dia assim, faz assim, eu acho e começa na ciência da astrologia a dar seus pronunciamentos, mas tudo isso vai ficar muito claro a partir do dia 4 de abril que a gente vai saber em que lado cada um vai estar”.
O governador explicou ainda que o PSB só terá um quadro definido após o encerramento da janela partidária.
“Até 4 de abril, as pessoas terão o direito de escolher, porque vai abrir uma janela para saber se permanece onde estão ou se mudam de partido. A partir daí é que você vai saber com que verdadeiramente você conta para poder tomar as providências”, concluiu.
Jhony Bezerra
O governador também comentou rumores sobre insatisfações internas, incluindo de Jhony Bezerra, e possíveis movimentações partidárias.
“O que tem de concreto na verdade é a vontade das pessoas. Eu respeito muito a sua vontade. (…) Essas coisas são vontades pessoais. de vontades pessoais ou não discuto”, disse.
João Azevêdo reforçou que filiações e permanências na basesão escolhas: “Cada um segue o seu caminho e obviamente arca com as consequências, os bônus e os ônus. Isso tem que ser na política. Ninguém obriga ninguém a permanecer em nenhum partido”, pontuou.