Após audiência de custódia, João Lima é levado ao presídio do Róger e fica no pavilhão de violência doméstica

Direção da unidade diz que cantor passa por cinco dias de “reconhecimento” antes de liberação de visitas.

João Lima

O cantor João Lima chegou no início da noite desta segunda-feira (26) à Penitenciária Desembargador Flóscolo da Nóbrega, conhecida como presídio do Róger, em João Pessoa, após audiência de custódia que manteve a prisão decretada pela Justiça no caso em que ele é investigado por violência doméstica contra a médica e influenciadora Raphaella Brilhante. A direção da unidade informou que ele ficará no pavilhão destinado a presos por violência doméstica, onde há 60 custodiados.

Antes de chegar ao presídio, João Lima se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (26) e prestou depoimento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher da Zona Norte (Deam Norte). Em seguida, passou por procedimentos periciais no Instituto de Polícia Científica (IPC) e foi encaminhado para a audiência de custódia.

Na saída da delegacia, ao ser questionado por jornalistas, o cantor falou rapidamente. “Eu vim colaborar com a Justiça espontaneamente. Em respeito a tudo que aconteceu, eu estou aqui. Perdão a todo mundo”, afirmou.

De acordo com o diretor do presídio, Edmilson Silva, João Lima ficará por cinco dias em um período de reconhecimento, procedimento aplicado a quem dá entrada na unidade, para observação de comportamento e para que familiares façam cadastro para visitas e entrega de materiais.

“O procedimento do presídio é o que é feito com todos os presos que chegam aqui, para ficar à disposição da Justiça. No caso dele, ele vai ficar aqui mais cinco dias de reconhecimento, que é o período para que alguém, a família se cadastre. Esses cinco dias são muito importantes para que a gente observe o comportamento e, depois desses cinco dias, alguém se cadastrando, para entrega de material, para visitá-lo, aí corre normalmente”, afirmou.

A penitenciária é a mesma onde o influenciador Hytalo Santos e o marido dele, Israel Vicente, o Euro, estão presos. A unidade, que tem oito pavilhões, é a principal da capital para custódia de presos provisórios masculinos e, segundo informação divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) em agosto de 2025, tinha 890 detentos, cerca de 27% acima da capacidade de 700.

O caso

O caso ganhou repercussão após vídeos divulgados nas redes sociais mostrarem agressões contra Raphaella Brilhante. A vítima formalizou a denúncia na Central de Polícia Civil no sábado (24) e relatou agressões físicas e psicológicas desde o início do casamento, em novembro de 2025.

A advogada Dayane Carvalho afirmou que as agressões teriam começado ainda na lua de mel. “Ela está muito machucada, assim como a família. É uma coisa muito triste. Eu, como profissional, não tenho como não me comover com a situação. Estamos tomando todas as medidas cabíveis, inclusive medidas protetivas”, disse.

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