A médica e influenciadora Raphaella Brilhante afirmou, em entrevista à TV Cabo Branco nesta segunda-feira (26), que o relacionamento com o cantor João Lima foi marcado por ciúme excessivo e atitudes de controle antes das agressões denunciadas. Segundo ela, o comportamento apareceu desde o começo da relação, que durou cerca de três anos, e se manifestava em cobranças constantes e restrições na rotina, inclusive para frequentar a academia.
“O que eu estava achando que era ciúme, que era normal, na verdade já era controle. Ele era muito ciumento. Eu não podia ir à academia sozinha, tinha que estar com a minha mãe. Se eu fosse só, eu tinha que avisar a hora que eu chegava, quando eu estava indo, quando eu estava lá, quando eu estava saía, se eu passasse mais que uma hora na academia, ele começava a dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado, começava a brigar comigo”, relatou.
Raphaella disse que o companheiro reconhecia os episódios de ciúmes, mas que não havia mudança efetiva. “Eu achava que era ciúmes normal, mas era controle. Ele dizia que esse era o defeito dele, que ia mudar, mas nunca mudava”, afirmou. De acordo com ela, a necessidade de informar horários e deslocamentos fazia parte da dinâmica do casal e se intensificou com o tempo.
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O casal se casou em novembro de 2025 e, conforme a vítima, as agressões começaram ainda na lua de mel. A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirmou que não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro, e que, após o casamento, câmeras internas da casa do casal registraram agressões. A defesa da vítima informou ainda que, em um dos episódios gravados, o casal já estava separado, depois de Raphaella pedir um tempo e voltar a morar com os pais, sem ter contado à família sobre a violência.
A mãe de Raphaella, Kellyane Brilhante, disse que, diante da família, João Lima não demonstrava ser agressivo. “Sinceramente, é outra pessoa. É uma pessoa que mostrava uma coisa aqui pra gente, mas dentro de quatro paredes, o que ele fez com a filha, cuspindo, batendo, falando palavras de baixo calão, arrastando, enforcando, asfixiando a menina”, afirmou.
O caso é investigado pela Polícia Civil, após a vítima registrar Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa. Após a repercussão de vídeos divulgados nas redes sociais, a Justiça decretou a prisão preventiva do cantor e concedeu medida protetiva à vítima. Em nota, a defesa afirmou ter sido surpreendida com a decisão e declarou que João Lima deve se apresentar voluntariamente à polícia.
Nas redes sociais, Raphaella confirmou publicamente a violência sofrida e disse que enfrenta “uma dor que atravessa o corpo, a alma, e a história”, além de afirmar que “não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém” e que “nenhuma mulher deveria precisar chegar a esse ponto para ser ouvida”.