Uma família denunciou uma possível troca de corpos durante o velório de José Pereira, de 74 anos, em Santa Rita, na Grande João Pessoa, e passou a cobrar medidas urgentes das autoridades após afirmar que o idoso pode ter sido sepultado por engano por outra família. O caso começou nesta quinta-feira (22), quando, segundo os parentes, o corpo liberado para a funerária não correspondia ao familiar que havia sido reconhecido no Hospital Metropolitano, onde ele morreu após um procedimento cardíaco.
De acordo com Jennifer Pereira, filha do idoso, ela e uma prima fizeram o reconhecimento do corpo ainda na unidade de saúde, antes da liberação. No entanto, ao chegarem ao local do velório, a família diz que percebeu que o corpo no caixão não era o de José Pereira. “Quando a gente chegou aqui (local do velório), fomos as primeiras a ver e reconhecer que não era ele. Ainda está sendo um choque. Minha prima voltou para o hospital, e lá falaram que tinha sido retiradoo de outra funerária, outro corpo, de outro homem. A gente teve o contato com a outra funerária, e por sinais do corpo que foi recebido lá, a gente já sabia que era o corpo do meu pai”, relatou em entrevista a TV Cabo Branco.
Ainda conforme Jennifer, o corpo que teria sido velado por engano seria de um homem identificado como Waldeci Batista. Ela disse que tentou contato com os familiares dele para esclarecer a situação e ouviu que o sepultamento já havia ocorrido, o que aumentou a pressão por providências formais. Na versão apresentada pela família, parentes procuraram a Central de Polícia para registrar ocorrência e pedir investigação.
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Na manhã desta sexta-feira (23), familiares realizaram um protesto em frente ao cemitério do bairro do Cristo, na Grande João Pessoa, e passaram a exigir a exumação para que, segundo eles, o corpo de José Pereira seja localizado e sepultado corretamente. As duas famílias envolvidas se encontraram no local enquanto aguardavam encaminhamentos das autoridades.
Em nota, o Hospital Metropolitano confirmou o óbito de José Pereira na unidade e afirmou que “o corpo foi liberado de forma regular para a funerária indicada”. A direção informou ainda que realizou verificações internas após o retorno de familiares e concluiu que “o corpo do paciente havia sido corretamente reconhecido”, acrescentando que “todos os procedimentos sob responsabilidade da unidade foram executados de maneira adequada, transparente e em conformidade com os fluxos técnicos e legais estabelecidos”, permanecendo à disposição da família.
Sobre as funerárias, a família afirmou que tentou contato, mas não obteve esclarecimentos e disse que os nomes das empresas não foram divulgados. “A gente por conta própria descobriu o número da funerária que retirou o outro corpo, foi no mesmo horário (da retirada do corpo que ela não reconheceu como o pai), liguei para a funerária, contei a história toda, eles me passaram o contato, e minha filha foi até lá, enquanto isso as duas fenerárias nada”, contou. Até a última atualização das informações repassadas pela família, ainda não havia definição sobre quando uma eventual exumação poderá ocorrer.