Lucas Ribeiro minimiza imbróglio entre João Azevêdo e Nabor Wanderley: “Briga interna não interessa à gente”

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O governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), minimizou nesta sexta-feira (26) as especulações sobre um possível embate entre o governador João Azevêdo e o ex-prefeito de Patos Nabor Wanderley pela disputa de bases eleitorais visando as eleições de 2026. Segundo ele, o grupo político mantém unidade e não há espaço para conflitos internos.

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Ao ser questionado, Lucas afirmou ter participado de um encontro com os dois líderes durante um café da manhã promovido pelo deputado estadual Wilson Filho e disse que o clima foi de alinhamento.

“Eu tava agora mesmo com os dois, a gente num evento do deputado Wilson Filho, vários apoiadores dele, de várias lideranças no café da manhã. Távamos juntos, todo mundo alinhado. A gente tem um compromisso maior do que essas coisas pequenas. Na minha opinião, são coisas pequenas e muitas vezes estimuladas por quem quer ver essa briga interna, que não interessa à gente, não interessa ao nosso grupo.”

O governador afirmou que a prioridade do grupo é manter a unidade em torno da chapa governista.

“Ao nosso grupo interessa manter a unidade, manter uma campanha totalmente colada um ao outro, todos nós, porque temos uma chapa com conceito, com serviço prestado, com coisas a apresentar para o povo, não só coisas realizadas, mas coisas que a gente vai fazer para o futuro”, declarou.

Adriano Galdino

Durante a entrevista, Lucas Ribeiro também foi questionado sobre informações de que o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino, estaria mais próximo de ser escolhido para compor a chapa majoritária.

O governador disse que ainda não houve aprofundamento das discussões sobre a definição dos nomes, mas reconheceu o peso político do parlamentar.

“Não, pelo menos eu não participei, não tivemos essa conversa. O que há é que agora a gente vai encaminhar, nesse prazo de estar afunilando, essa definição. Mas claro que o presidente Adriano é um grande nome, representa um partido e um nome de grande expressão política. É um nome para ocupar qualquer espaço. Mas a gente não aprofundou ainda esse debate.”

Geração de empregos

Lucas Ribeiro também comentou os dados recentes do mercado de trabalho e defendeu que o papel do Estado é criar condições para atrair investimentos privados e ampliar a geração de empregos. Como exemplo, ele citou a abertura do empreendimento turístico Tauá, prevista para 1º de julho, afirmando que o complexo já gerou postos de trabalho antes mesmo do início das operações.

“O Tauá começa a receber turistas agora, mas ele já gerou emprego desde lá atrás. Os novos empregos que estão lá instalados foram fruto justamente de uma ação do Estado que resgatou o polo turístico, criou aquele ambiente e atraiu investidores. Não é recurso do Estado que foi fazer um resort, é recurso privado, mas o Estado criou as condições para isso.”

O governador também mencionou outros projetos de infraestrutura que, segundo ele, devem impulsionar a economia, como a implantação de um polo moveleiro no entorno do Arco Metropolitano de João Pessoa e a conclusão da rodovia que liga Araruna ao Parque Estadual Pedra da Boca.

“O Estado tem que criar condições, manter um ambiente favorável, melhorar a infraestrutura. A estrada que liga Araruna até a Pedra da Boca fortalece o turismo, gera emprego e renda. A gente deve atuar sempre pensando não só na obra em si, mas no impacto que ela vai trazer para as pessoas e na geração de emprego e renda que ela possibilita.”

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