Presidente da Abrasel-PB critica interdições de restaurantes e acusa órgãos de buscar ‘aparecer’ durante o São João: “MP tem que orientar e não fez”

Presidente da Abrasel-PB critica interdições de restaurantes e acusa órgãos de buscar ‘aparecer’ durante o São João: "MP tem que orientar e não fez"

A presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes na Paraíba (Abrasel-PB), Thâmara Cavalcanti, criticou nesta quinta-feira (18) a atuação dos órgãos de fiscalização que interditaram estabelecimentos durante o período junino em Campina Grande e Bananeiras. À  Correio FM, ela defendeu que ações educativas deveriam preceder medidas punitivas contra os empresários do setor.

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As declarações foram dadas após operações realizadas pelo Ministério Público da Paraíba, Vigilância Sanitária e outros órgãos, que identificaram irregularidades sanitárias em restaurantes e bares durante a Operação São João.

Segundo Thâmara, o trabalho de fiscalização poderia ter sido conduzido de forma preventiva, com orientação aos comerciantes antes da aplicação de sanções.

“O que a gente vê é, com todo respeito à palavra, é querer aparecer. Porque a gente está aqui, todo mundo à disposição. A gente pode fazer um trabalho antecipado. Eu acho que o Ministério Público está aqui para orientar, para chamar a gente, fazer uma orientação. Não foi feito isso”, declarou.

A dirigente da Abrasel também afirmou que a entidade está prestando apoio aos empresários atingidos pelas operações e questionou o momento escolhido para as interdições, em um período considerado decisivo para o faturamento do setor.

“Estão fazendo isso para poder, no meu ver, aparecer, porque sabe que tanta gente depende dessa data. Passou o ano todinho sofrido, dependendo dessa data e  faz uma ação dessa… às vezes não são cosias graves”, afirmou.

Ela ainda falou que o órgão está dando suporte aos empresários: “Entramos em contato com os associados. Todos já se precaveram porque entenderam o que está acontecendo. Cada um já entrou com sua representação, mas estamos entrando todo o suporte”, declarou.

Ações

As críticas ocorrem após a quarta fase da Operação São João, realizada em Bananeiras, que resultou na interdição de três estabelecimentos. De acordo com os órgãos de fiscalização, foram encontrados alimentos com prazo de validade vencido, produtos deteriorados, presença de fungos e infestação de moscas em áreas de armazenamento e manipulação de alimentos.

Em Campina Grande, durante a terceira etapa da operação, um restaurante foi parcialmente interditado após a constatação de irregularidades sanitárias, entre elas falhas no armazenamento de alimentos, produtos vencidos e indícios da presença de vetores no ambiente.

As ações integram uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público da Paraíba, com participação da Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, que tem como objetivo fiscalizar estabelecimentos que recebem grande fluxo de consumidores durante os festejos juninos.

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