O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), reagiu ao protesto realizado por ambulantes da orla na manhã desta terça-feira (13). O grupo bloqueou a Avenida Epitácio Pessoa, principal artéria da capital, protestando contra as restrições de trabalho na zona turística.
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Bezerra afirmou ter sido “pego de surpresa” pela mobilização, destacando que a gestão mantém um canal de diálogo aberto com a categoria e que uma reunião com representantes do setor havia ocorrido há pouco mais de uma semana.
TAC
O prefeito lembrou que as regras de ocupação da orla não são uma decisão unilateral da prefeitura, mas fazem parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com diversos órgãos de controle.
“Recebo com muita estranheza, porque recebi essa categoria na semana passada. Temos diálogo aberto e permanente. Sobre a orla, temos um TAC que temos que seguir. Qualquer alteração tem que passar pelo Ministério Público. Não foi só Cícero [Lucena] que assinou; foram diversos órgãos, setores e inclusive eles [ambulantes]”, explicou o gestor à 98fm Correio.
Aviso contra bloqueios
Embora tenha se mostrado disposto a “sentar e resolver” eventuais pedidos de alteração nas regras, Leo Bezerra condenou os métodos do protesto. O prefeito sinalizou que a prefeitura pode suspender as negociações caso as vias públicas continuem sendo usadas como cenário de “barricadas”.
“Se vão pedir alteração, vamos sentar sem problema nenhum. Só falta da parte deles se proporem a sentar conosco. Agora, usar de barricada, de fechar vias públicas, isso nós não vamos admitir”, pontuou.
Suspeita de politização
Questionado se o movimento teria motivações políticas, o prefeito evitou aderir à hipótese, mas deixou um aviso sobre a postura da gestão diante de transtornos à cidade.
“Não quero pensar na hipótese [de politização], o que vamos fazer é resolver. Mas se for fechando rua, vamos parar de receber esse tipo de manifestação. Para quem quer fazer algazarra e causar transtorno, não vamos receber, não”, concluiu.