Carnaval Tradição: agremiações fazem últimos ajustes para desfiles 

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As escolas de samba, ala ursas, tribos indígenas e clubes de frevo não veem a hora de desfilar novamente. E esta sexta-feira (17) é dia decisivo para os últimos ajustes antes das apresentações na Avenida Duarte da Silveira, a Beira Rio, em João Pessoa, que começam neste sábado (18), a partir das 18h. O evento, organizado pela Liga Carnavalesca e realizado pela Prefeitura da Capital, por meio da sua Fundação Cultural (Funjope), integra o Carnaval Tradição, que retorna depois de dois anos devido a pandemia da Covid-19.

O diretor-executivo da Funjope, Marcus Alves, destaca a dedicação das agremiações ao participarem do Carnaval Tradição e o incentivo por parte da Prefeitura da Capital. Ele disse que vem observando o empenho, o carinho especial das pessoas por todo o Carnaval este ano e reforçou que os profissionais de todas as agremiações, tribos indígenas, escolas de samba, ala ursas, clubes de frevo, estão dando o melhor, se dedicando.

“Se trata de um retorno do Carnaval depois de dois anos paralisados. Nesse processo de renascimento do nosso Carnaval, a Prefeitura de dedicou a cuidar, investir mais recursos, garantir uma estrutura organizada. É um conjunto de fatores que está aumentando a expectativa das pessoas em torno da folia e a brincadeira carnavalesca. O Carnaval Tradição tem uma longa história e talvez sejam as agremiações que tenham mais sofrido pela pandemia, porque trabalham o Carnaval Tradição numa perspectiva popular mesmo. O Carnaval 2023 está revestido de uma magia especial”, disse.

Ao todo, o público vai conferir a apresentação de quatro escolas de samba, nove clubes de frevo, 10 tribos indígenas e 14 ala ursas, cada uma em seu segmento, na disputa pelo título do Carnaval Tradição. Os desfiles seguem até a próxima segunda-feira (20).

Preparação – Os clubes de frevo entram na avenida neste sábado. O clube Alegria do Frevo, do bairro da Torre, é um deles e, inclusive, completa uma década em 2023. Com 110 integrantes, o grupo vai levar o tema ‘Em busca do ouro’. O presidente André Alessandro garante que a correria está intensa para deixar tudo pronto.

“Uns pintam sombrinhas, alguns colam adereços, outros estão na máquina de costura. Muita gente trabalhando para tudo ficar 100%. É uma agonia prazerosa”, comentou André Alessandro. Sem poder dar mais detalhes sobre o figurino, para guardar segredo, André apenas adianta que as cores mais presentes nas peças são amarelo e dourado.

Nas tribos indígenas, o grupo Papo Amarelo, do bairro de Cruz das Armas, tem quase 90 anos de existência e já é tradição durante este período. Eles contam com 35 pessoas que se revezam durante a confecção dos elementos.

“Agora é reta final. Estamos terminando a produção do capacete, cocar, oca e tanga. Estamos deixando tudo da melhor forma para apresentar o tema, que é a ‘Aceitação do Grande Mestre’. Vamos homenagear o nosso presidente da tribo”, comentou Givanildo dos Anjos, vice-presidente da Papo Amarelo.

Campeã em seis edições, a escola Império do Samba, fundada em 2003, tem a atriz Jéssica Wambastiam à frente desde 2019. Ela promete um olhar técnico e uma renovação do grupo. O tema do enredo será ‘O milagre das águas’. “Essa vitória a gente vai trazer novamente. Confio muito. Vamos fazer uma grande homenagem a Nossa Senhora de Aparecida e também falar um pouco do que a gente passou na pandemia”, afirmou.

Na segunda-feira (21) será a vez das apresentações das ala ursas, a partir das 17h30, com participações especiais da Nação Maracatu Pé de Elefante e dos Ursos Selvagem e Treme Terra. Competindo com outras 13, o presidente Jardel Cabral, da ala ursa Anos Dourados, revela uma homenagem à libertação dos escravos.

“Vamos mostrar a resistência e a liberdade. As fantasias remetem à época da escravidão. Não podemos contar muita coisa. A surpresa será para a hora. Em 2023, promete ser muito diferente. Perdemos 10 idosos durante a pandemia que faziam parte do grupo. Entraremos um pouco tristes, mas mostraremos o nosso trabalho”, finalizou Jardel Cabral.

Programação

Sábado (18)

Abertura – Maracatu Maracastelo

Tribo Indígena Pele Vermelha – Cristo

Clube A Corda do Frevo – Torre

Tribo Indígena Tupinambás – Alto do Céu

Clube de Frevo Adolescente e Criança Feliz – Torre

Tribo Indígena Guanabara

Clube de Frevo Sai da Frente Dona Emília – Esplanada

Tribo Indígena Xavantes – Bairro dos Novais

Clube de Frevo Ciganos de Esplanada – Cruz das Armas

Tribo Indígena Papo Amarelo – Cruz das Armas

Clube Gigantes do Frevo – Torre

Tribo Indígena Ubirajara – Rangel

Clube Alegria do Frevo – Torre

Domingo (19)

Abertura – As Calungas

Tribo Indígena Tupi Guanabara – Água Fria

Clube de Frevo Bandeirantes – Torre

Tribo Indígena Tupi Guarani – Mandacaru

Clube de Frevo São Rafael Frevo e Folia

Tribo Indígena Tabajara – Cristo

Clube de Frevo Piratas de Jaguaribe

Tribo Indígena Africanos do Cristo

Escola de Samba Pavão de Ouro – São José

Escola de Samba Malandros do Morro – Torre

Escola Império do Samba – Roger

Escola de Samba Unidos do Roger

Segunda (20)

A partir das 17h30 – Participação especial da Nação Maracatu Pé de Elefante e dos Ursos Selvagem e Treme Terra

19h

Urso Alegria do Panda

Urso Branco do 13

Urso Anos Dourados

Urso Preto do Padre Zé

Urso Branco & Cia de Mandacaru

Urso Santa Cruz

Urso Amigo e Batucada

Urso Celebridade

Urso Panda

Urso Solitário

Urso da Paz

Urso Gavião

Urso Sem Lenço Sem Documento

Urso Jamaica

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