Meteotsunami na Argentina: Entenda o fenômeno que invadiu praias e assustou turistas nesta terça

O litoral da província de Buenos Aires, na Argentina, foi palco de um fenômeno oceânico atípico nesta terça-feira (13). Conhecido popularmente como “mini tsunami”, o meteotsunami atingiu cidades turísticas como Mar del Plata, Necochea e Pinamar, provocando uma subida rápida e inesperada do nível do mar que avançou dezenas de metros sobre a areia.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a água sobe rapidamente, forçando banhistas a correrem para salvar seus pertences. Em Mar del Plata, o recuo repentino seguido do avanço da onda arrastou cadeiras, tendas e itens pessoais, mas as autoridades de Defesa Civil confirmaram que não houve registro de vítimas ou danos materiais de grande porte.

O que causou o fenômeno?

Diferente dos tsunamis tradicionais, causados por terremotos no fundo do mar, o meteotsunami tem origem meteorológica. De acordo com o Serviço de Hidrografia Naval (SHN) da Argentina, o evento foi desencadeado por uma variação abrupta na pressão atmosférica combinada com ventos de tempestade sobre o Oceano Atlântico.

Essa oscilação cria uma onda que se desloca em direção à costa com uma velocidade e altura superiores às marés normais.

“É uma ressonância entre a atmosfera e o oceano. Quando a velocidade da tempestade coincide com a profundidade da água, a onda é amplificada antes de atingir a costa”, explicaram técnicos do SHN.

Previsão e Monitoramento

Embora o mar tenha retornado ao seu nível normal poucas horas após o incidente, o alerta de monitoramento permanece ativo. A região passa por um período de instabilidade climática, com a passagem de frentes frias que podem gerar novas variações de pressão.

A Marinha Argentina e a Prefeitura Naval recomendaram que os banhistas evitem áreas de risco caso percebam um recuo anormal da água, comportamento típico que antecede o avanço das ondas em episódios de meteotsunami.

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