Comprovado: Conta na Suíça ligada à filha de Serra foi abastecida pela Odebrecht

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Segundo o jornal, “os documentos mostram que uma empresa já mencionada pela Odebrecht como repassadora de propina fez repasses de 400 mil euros a uma conta na Suiça que tinha, entre seus administradores, Verônica Serra, filha do senador.”
Na delação da Odebrecht, feita em 2017, o executivo Luis Eduardo Soares disse às autoridades brasileiras que a offshore Circle Technical Company era usada pela empresa para “repassar propinas referentes às obras da Linha 2 do Metrô, do Rodoanel e da interligação da rodovia Carvalho Pinto”.
A Suíça enviou à PGR papéis que identificam 2 depósitos da Circle na conta Firenze 3026, que fica no Arner Bank. “Essa conta pertence à offshore Dormunt International, do Panamá, justamente a que tem Verônica como uma de suas administradoras.”
De acordo com a reportagem, a Circle depositou na conta Firenze 3026, em 20 de dezembro de 2006, 250 mil euros. Em 19 de fevereiro de 2007, fez outro repasse, no valor de 150 mil euros.
“A movimentação dessa conta contou com a consultoria de Illumina Capital, empresa suíça que atua em gestão de patrimônio e consultoria para investidores privados. Na ocasião em que a Illumina foi contratada, a filha de Serra enviou um e-mail para o Arner Bank confirmando a contratação.”
Embora a PGR só tenha recebido a confirmação de 2 depósitos, o delator da Odebrecht disse que o total de repasses feitos a Serra chegou a 32. “Nas planilhas da Odebrecht, esses depósitos aparecem com o codinome ‘Vizinho’, atribuído a serra. O apelido foi usado porque o senador morava na mesma rua de Pedro Novis, que presidiu a empreiteira.”
A Odebrecht afirmou em delação, ainda que a campanha de Serra, em 2006 (governo de São Paulo), recebeu R$ 4,5 milhões – em valores da época, 1,6 milhão de euros. “A PGR defende que essa investigação seja encaminhada à Justiça paulista.”
Já para a campanha presidencial de 2010, Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, pediu R$ 30 milhões. “Novis condicionou o apoio a pagamentos de créditos que a empreiteira tinha junto à Dersa, estatal do governo paulista. Do total que a empresa iria receber, segundo ele, ficou acertado que 15% iriam para campanhas do PSDB. Novis afirmou ter repassado R$ 23 milhões aos tucanos, parte do valor em contas de Ronaldo Cézar Coelho no exterior.”
OUTRO LADO
Procurado, Serra negou envolvimento de sua filha em qualquer esquema de corrupção ou ilicitude e disse que espera que o caso seja esclarecido “da melhor forma possível para evitar que prosperem acusações falsas que atinjam a honra de seus familiares”.

 

Jornal GGN – A Procuradoria Geral da República encontrou provas de que uma conta na Suíça administrada por uma offshore ligada a Verônica Serra, filha do senador José Serra (PSDB), foi abastecida com recursos provenientes de outra offshore – esta, supostamente usada pela Odebrecht para pagar propina no exterior. As informações são de diversos veiculos de comunicação.
Segundo o jornal, “os documentos mostram que uma empresa já mencionada pela Odebrecht como repassadora de propina fez repasses de 400 mil euros a uma conta na Suiça que tinha, entre seus administradores, Verônica Serra, filha do senador.”
Na delação da Odebrecht, feita em 2017, o executivo Luis Eduardo Soares disse às autoridades brasileiras que a offshore Circle Technical Company era usada pela empresa para “repassar propinas referentes às obras da Linha 2 do Metrô, do Rodoanel e da interligação da rodovia Carvalho Pinto”.
A Suíça enviou à PGR papéis que identificam 2 depósitos da Circle na conta Firenze 3026, que fica no Arner Bank. “Essa conta pertence à offshore Dormunt International, do Panamá, justamente a que tem Verônica como uma de suas administradoras.”
De acordo com a reportagem, a Circle depositou na conta Firenze 3026, em 20 de dezembro de 2006, 250 mil euros. Em 19 de fevereiro de 2007, fez outro repasse, no valor de 150 mil euros.
“A movimentação dessa conta contou com a consultoria de Illumina Capital, empresa suíça que atua em gestão de patrimônio e consultoria para investidores privados. Na ocasião em que a Illumina foi contratada, a filha de Serra enviou um e-mail para o Arner Bank confirmando a contratação.”
Embora a PGR só tenha recebido a confirmação de 2 depósitos, o delator da Odebrecht disse que o total de repasses feitos a Serra chegou a 32. “Nas planilhas da Odebrecht, esses depósitos aparecem com o codinome ‘Vizinho’, atribuído a serra. O apelido foi usado porque o senador morava na mesma rua de Pedro Novis, que presidiu a empreiteira.”
A Odebrecht afirmou em delação, ainda que a campanha de Serra, em 2006 (governo de São Paulo), recebeu R$ 4,5 milhões – em valores da época, 1,6 milhão de euros. “A PGR defende que essa investigação seja encaminhada à Justiça paulista.”
Já para a campanha presidencial de 2010, Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB, pediu R$ 30 milhões. “Novis condicionou o apoio a pagamentos de créditos que a empreiteira tinha junto à Dersa, estatal do governo paulista. Do total que a empresa iria receber, segundo ele, ficou acertado que 15% iriam para campanhas do PSDB. Novis afirmou ter repassado R$ 23 milhões aos tucanos, parte do valor em contas de Ronaldo Cézar Coelho no exterior.”
OUTRO LADO
Procurado, Serra negou envolvimento de sua filha em qualquer esquema de corrupção ou ilicitude e disse que espera que o caso seja esclarecido “da melhor forma possível para evitar que prosperem acusações falsas que atinjam a honra de seus familiares”.

 

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