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Andreas Kisser, do Sepultura, exalta influência de Robertinho de Recife no rock brasileiro

No sexto episódio da série documental “Robertinho de Recife? Robertinho do Mundo!” , do canal Music Box Brazil, alguns dos mais importantes nomes do heavy metal brasileiro, como Andreas Kisser, Marcelo Barbosa e Edu Arduany, além de outros, falam sobre o pioneirismo de Robertinho de Recife e seu papel na popularização do gênero no país, além da influência da banda Metal Mania na formação musical de gerações de guitarristas brasileiros.

Artista plural e um dos mais talentosos e versáteis músicos brasileiros de todos os tempos, ao longo de sua extensa carreira Robertinho de Recife explorou diversos gêneros musicais e trabalhou ao lado dos maiores músicos do país e também de grandes artistas internacionais. Porém, é no heavy metal e no hard rock que o virtuosismo de sua guitarra encontrou maior expressão, pavimentando o caminho que colocou o país como um dos maiores polos do gênero no mundo, com bandas como Sepultura, Angra, Krisiun e Korzus, que alcançaram renome internacional.

“Numa época onde o heavy metal estava engatinhando no Brasil, Robertinho fazia algo como o Van Halen fazia lá fora, uma técnica em um nível absurdo”, afirma o guitarrista do Sepultura, Andreas Kisser. “Eu tive o privilégio de acompanhar o Metal Mania nos anos 1980 e isso me influenciou muito. Tenho muito o que agradecer ao Robertinho pela motivação, por mostrar que era possível fazer aquilo em nosso país. Ele é um pioneiro do metal e precisa ser reverenciado por isso”, completa.

Além dos depoimentos de grandes guitarristas e parceiros musicais de Robertinho, o sexto episódio conta ainda alguns episódios icônicos da carreira do artista. A apresentação do Metal Mania no programa do Chacrinha; o “sequestro” de um bloco de carnaval feito pela banda, que quebrou pela primeira vez o monopólio das marchinhas e do axé no Carnaval de rua em Salvador; o choque da audiência do Theatro Municipal de São Paulo quando, convidado por Fagner, ele apresentou transvestido o heavy metal ao principal palco paulistano das artes. Esses são apenas alguns dos “causos” relatados no episódio.

Sobre o inesquecível episódio no Theatro Municipal de São Paulo, o cantor Fagner disse: “No show, com aquele público tradicional esperando eu cantar, Robertinho se transvestiu e entrou com um heavy metal pesado. Foi um choque cultural na plateia, começou uma confusão e ele quase foi linchado na saída”.

A série apresenta tudo isso e muito mais ao público brasileiro pela primeira vez. Dirigida por Claudia André, que também é empresária de Robertinho, a produção é assinada pela Mil Artes. “Robertinho de Recife? Robertinho do Mundo!” estreou no início de outubro, tem dez episódios – cada um com meia hora de duração – que vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 22:45, com três reprises ao longo de cada semana.

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