{arquivo}O movimento de massa que eclodiu no Brasil no meio do mês de junho está longe de se esgotar. As manifestações desta quinta-feira em todo Brasil e de forma organizada com direito à autoria e comando a partir das Centrais Sindicais serviram para mostrar que, muito além do embate sobre ética na Política ou de melhoria nos serviços públicos, os trabalhadores nos vários níveis têm posicionamento político, na maioria delas, em favor das conquistas dos últimos tempos e tudo isso tende mesmo a desaguar nas eleições presidenciais e de Governos do próximo. Detalhe: sem as mudanças motores dos primeiros protestos.
A classe trabalhadora nas ruas também traduz um contra-ponto de futuro com endereço certo, ou seja, o que consideram de classes sociais de elite, média para cima, comumente ligadas aos partidos de Oposição (PSDB, DEM, etc), como a dizer abertamente que querem mais conquistas sem retrocessos ou mudanças de governo numa linha ideológica diferente do que ai está, por isso a partir de agora vão aos manifestos tantas vezes quanto necessárias.
Desta feita, ficou muito evidente que os partidos próximos da base aliada de Dilma Rousseff, sobretudo os com maior vinculo nos movimentos de trabalhadores, artistas e rua, a exemplo do PT, PC do B, PSB, PSTU, etc começaram, enfim, a assumir seus espaços nas ruas dispostos ao enfrentamento com outros setores conservadores e que deram muito gás aos protestos puxados inicialmente pelo Movimento Passe Livre.
Aliás, a pauta dos protestos se estende ao campo, bem diferente dos que se concentram nas ruas poderosas de São Paulo (Av. Paulista, etc), Rio e todas as Capitais, passando a inserir o componente rural, de campo, onde vamos também encarar muito enfrentamento de agora em diante com os movimentos organizados mais estimulados com o sucesso dos primeiros levantamentos desta quinta-feira.
Pelo tom dado aos protestos, tirando possivelmente Paulinho da Força Sindical, que já diverge da CUT há anos, muito provavelmente a partir de agora o saldo dos Governos Lula/Dilma passa a ter concretamente seu exército espalhado do Oiapoque ao Chui decidido a defender as bandeiras diferentes do que pensam e querem os manifestantes de classe média.
Tomara, contudo, que o Brasil não se deixe se “Venezuelar” – ficar dividido mesmo, porque isto não é bom para o Pais. Mas, desde já, levemos em conta que a maioria na pirâmide ainda trata tudo de uma forma tranqüila e pacifica. Ainda bem.
EFEITOS NA PARAIBA
Na Paraíba, pode parecer um elemento simplório, mas o movimento mostrou que o legado da Era Lula está longe de querer entregar os pontos. Muito ao contrário, deixou transparecer que vai lutar muito para manter os processos daqui em diante e não de volta ao modelo passado.
As manifestações tiveram registros em diversas partes do Estado e, na Capital, os trabalhadores da Cagepa foram às ruas protestar contra a política salarial do governador Ricardo Coutinho.
Em síntese, o movimento organizado parece ter espanado o mofo e agora volta às ruas com muita gente já de cabelos brancos mas firmes na defesa de ideais da famosa massa real.
REAQUECENDO OS PROGRESSISTAS
{arquivo}Ninguém duvide: a nova onda de protestos puxada por estudantes, depois classe média em diante lá atrás, despertou agora o sentimento anteriortmente guardado e mofado de muita gente que fez a história recente da Paraiba e do Pais, através das ruas, das manifestações exigindo reformas, muitas delas postas em prática.
A presença do advogado Derly Pereira – primeiro candidato a governador da Paraiba pelo PT, o combativo Calistrato (preso em Itamacará), Derly Filho e Almir Nóbrega, por exemplo, mostra que há fato novo na praça despertado pela gente jovem deste País e incorporada por outros segmentos.
É como se o recado esteja bem dado: “queremos mudanças para melhor, nunca como retrocesso”.
ÚLTIMA
“Esse jogo não vai ser um a um…”