BRASÍLIA – Nos últimos 45 anos, o Brasil começou a conviver com uma experiência extraordinária originada na classe médica com nome de Unimed – através de sistema cooperativista promovendo uma rede de serviços fantástica. As cidades de Campinas e João Pessoa dividem a primazia sobre quem começou primeiro, embora a experiência paulista tenha raiz mais profunda. Só que a realidade de agora assusta.
O fato é que o Sistema Unimed, assim como os Planos de Saúde no Pais – com raras exceções, convive com uma quadro de auto sustentação de grave realidade no presente e, sobretudo, na direção do futuro porque os custos operacionais provocados por diversos fatores estão inviabilizando o segmento.
É que os direitos da base consumidora estão gerando ampliação de despesas em nivel e escala elevadas sem se levar em conta deveres e a regra básica: quem paga a conta.
Há vários fatores a ampliar o fosso entre capacidade e imposições da aplicabilidade de determinados serviços, sobretudo porque há uma premissa básica na Agencia Nacional de Saúde agora reforçado pela Justiça nos vários níveis de exigir a adoção de procedimentos, muitos deles honerosos demais, transferindo para a Operadora a responsabilidade do Custo quando nao se leva em conta a potencialidade do consumidor.
Some-se a isto a cultura em setores do próprio setor medico cooperativista de multiplicar a escala de exames – e nesse caso não abstraiamos a força dos laboratórios, industria farmacêutica, de próteses, etc – gerando um aumento de procedimentos quando, em diversos casos, o ato medico básico até poderia resolver a demanda do paciente.
Certamente que ninguém de sã consciência ignora a premissa de que a Vida de cada consumidor precisa ser preservada prioritariamente, dai a necessidade de certos procedimentos, mas a Justiça e a ANS precisam encontrar no sistema de saúde a construção do auto financiamento, da auto sustentação com base em meios realistas que não pode ficar apenas nos ombros da prestadora de serviço sobretudo quando essas instancias impedem a elevação de cada Plano.
Alias, as variações de procedimento estão tipificados em cada contrato, só que na hora H o custo sobra para fora da escala acabando com a responsabilidade sobre a cooperativa e os médicos na ultima escala, tanto que o Pro-rota existe exatamente para suprir as deficiências do Caixa.
No frigir dos Ovos a elitista classe medica esta perdendo escala de valor porque uma consulta no valor de R$ 30,00 – valor de João Pessoa – é na pratica R$ 27,00 com a dedução de impostos. Só que na ponta custa mesmo é R$ 13,50 porque cada paciente requer duas consultas e este valor não se aplicaria a uma categoria com o histórico e importância dos médicos.
Ora, se tudo isso é verdadeiro, não é demais projetar que esta Conta não fecha diante dos números e dados agora expostos gerando uma alta preocupação entre os vários atores porque, se se não se construir um Pacto entre as varias instancias, um dia a corda vai romper gerando a falência dos Planos de Saúde.
Esta na hora do Ministério da Saúde sentar com a Unimed e o segmento de saúde suplementar antes que seja tarde.
Tenho dito.
