Maranhão: um ano depois

Tudo pronto para o encontro nesta segunda-feira entre o governador José Maranhão e a Imprensa paraibana com objetivo claro de avaliar 12 meses de administração, depois que, em fevereiro passado, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu cassar o mandato do então governador Cássio Cunha Lima por conduta vedada.

Maranhão chega ao ano de forte disputa sucessória deslanchando na execução de obras, a partir de agora um calendário especial que deve envolver todo o Estado – sem ignorar João Pessoa e Campina Grande, os dois maiores colégios eleitorais.

A síntese deste processo desvenda um Governo inteiramente tomado de esforços para evidenciar muitas obras e ações – parte dessas seqüenciadas e originadas na fase Cássio – embora caiba ao governador o mérito de estar adotando cultura de seqüenciamento das políticas pondo fim à tal descontinuidade tão maléfica ao longo dos tempos.

Pelo que deve dizer, o governador exibirá volume de recursos na Capital, por exemplo, em quantidade várias vezes o que os demais atores públicos já anunciaram para João Pessoa, sem contar as obras (viaduto, novo corredor no Altiplano, introdução de semelhante ao metro de superfície, etc) buscando consolidar na opinião pública que, mesmo com adversidade do pouco tempo, ele não se mantém como “mestre de obras” disposto a avançar mais.

Campina Grande também esta no alvo especial do governador, não só porque vai entregar nos próximos dias o Hospital de Traumas “Vital do Rego” – a denominação fica por nossa conta – mas porque resolveu investir mais ao lado do prefeito Veneziano Vital.
Maranhão mira os olhos no coração dos campinenses, condição essa já refletida nas pesquisas internas.
Nos demais ambientes e regiões, o governador quer expor um elenco de fortes obras capaz de transformá-lo em gestor no nível de aprovação desejada pelo conjunto da sociedade sertaneja – algo também mensurado como favorável ao governador em termos de maior visibilidade e conhecimento sobre sua trajetória.

Na prática, Maranhão precisa expor mais seu desempenho no campo da política social, sobretudo levando em conta seu principal aliado, o PT, de adequar suas posições para vencer a disputa de 2010, sabendo ele que se mantém firme e forte na queda-de-braço com Ricardo Coutinho.

Seja como for, o saldo dos 12 meses é favorável ao futuro do governador.

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