Cenários de crises fabricadas

Enquanto a eleição não deslancha pra valer, os primeiros ensaios dos conflitos políticos projetados para as diversas cidades da Paraíba são nutridos por intenções e movimentos dos vários atores sempre na busca de construir problemas no futuro de seus adversários.

Dois focos bem distintos deixam muito bem claro essa realidade: um, no caso da Oposição, insiste em reproduzir um clima de calamidade e/ou ingovernabilidade, que inexiste no estado, mesmo com a fragilidade jurídica do governador Cássio Cunha Lima depois das cassações de mandato.

Não precisa ser expert em política para testemunhar esse esforço hercúleo que termina não vingando porque a realidade expõe condições diferentes do discurso.

Por exemplo: responsabilizar o governador exclusivamente pela crise atual no Hospital de Traumas ignorando a interferência do Ministério Público estadual e do Trabalho na nova formatação da estrutura física e de pessoal daquela unidade de saúde é sistematizar a tentativa de caos por outros fatores.

Expliquemos bem mais detalhadamente: é evidente que ao Governo do Estado compete a responsabilidade de fazer existir o Hospital de Traumas em sua plenitude, como se deu até algum tempo atrás desde a inauguração pelo Governo Maranhão, entretanto, o novo contexto (e crise) se deu a partir da ação do MPT ao impedir que as cooperativas médicas comandassem, através de convênios, toda prestação de serviços do hospital, condição essa implodida diante do novo concurso público que tirou das cooperativas o ‘comando’ indireto, através de serviço indireto feito por médicos das várias habilidades.

Aliás, o Governo precisa negociar urgentemente e agir mais rápido gerando solução definitiva porque o Traumas precisa voltar ao estágio de prestação de serviços de antes, mesmo que seja necessário mudar o comando do hospital.

Cena dois, da crise fabricada: o ex-senador Ney Suassuna até andava calado, mas resolveu botar a boca no trombone, isto é, dizer aos quatro cantos que está insatisfeito com o comando do senador José Maranhão.

Tudo bem que é verdade, só que faz tempo o clima entre eles é nenhum enquanto condição aliada, portanto, o grito do senador até pode interessar a alguns descontentes do PMDB, mas não dá para ignorar que, a dados de hoje, o senador Maranhão é quem dá as cartas no partido.

Em síntese, Ney gera desconforto – tudo bem, ao agir de forma critica ao senador, entretanto, pelo timing em que as coisas acontecem – a fabricação da crise não deve surtir o mesmo efeito se tivesse acontecido mais tarde.

A não ser que Ney esteja estimulado por gente de dentro do partido, pois se isso acontecer, aí sim, o problema e o buraco ficam mais embaixo.

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