A causa da força da Oposição

É fácil de atestar: tanto no plano federal quanto no campo estadual está mais do que visível, escancarado, o poder da Oposição em fazer vingar suas teses nos mais diferentes níveis do debate deixando, como saldo desse contexto, a desvantagem e/ou defensiva dos Governos Lula e Cássio, mesmo com saldos administrativos a comemorar.

São casos diferentes, motivos distintos, mas em ambas as situações com a Oposição expressiva levando desconforto permanente aos governos.

Sabem por que? Fundamentalmente porque nos dois planos a Oposição tem o que nos governos antecessores a Lula e Cássio não havia, que é agora o engajamento de grandes veículos de comunicação contra de forma sistemática contra as duas administrações.

Resultado: com campanhas sistemáticas contras os governos certamente que os lideres oposicionistas ganham força e chegam a criar sérios problemas em vários casos, como se deu na CPMF, derrota da situação, e na imagem do governador na Capital.

No plano federal, não precisa ser estudioso nem phD em comunicação para atestar a conduta editorial sistemática da Revista VEJA, de jornais como o Estadão, etc com enfoque frequentemente contrário aos integrantes e aos temas levantados pelo Governo Lula fulminando a condição de pluralidade editorial fechando questão ‘contra mesmo’ e ponto final.

Na verdade, os grandes veículos traduzem os interesses dos grandes conglomerados econômicos inteiramente tomados de ojeriza ao Governo Lula – pior quando se deparam com os acertos (e não são poucos) dessa mesma administração petista, tanto que a aprovação popular chegar a criar urticárias freqüentes a cada aferição da Vox Populis.

A rigor, a Direita e parte do Centro se reagrupou com capital farto (inclusive externo) sedimentando em estruturas fortes de comunicação o cenário apropriado para a tentativa de desestabilização freqüente.

Em nível estadual não é diferente. A existência do empresário Roberto Cavalcanti como suplente de senador de José Maranhão ( algo legítimo também ) o leva a compor uma situação de ofensiva à exposição do debate na versão desfavorável ao Governo provocando com isso espaços extraordinários à Oposição, que toma proveito desta situação, reproduzindo apenas e só uma versão dos fatos.

Ora, como o Governo não dispõe de mesma estrutura para a defesa no nível sistemático de todas as horas e em todos os veículos certamente que leva desvantagem porque passa todo o tempo na defensiva para a viver respondendo mesmo quando em muitas acusações infundadas.

Como disse, nem FHC nem Maranhão teve 10% do combate sistemático que hoje sofrem Lula e Cássio, razão pela qual os dois mandatários chegarem ao estágio atual computando conquistas em meio ao bombardeio nunca visto, de fato é fator a merecer tese de qualquer academia do País.

Em outras palavras, é por conta desse tambores que Lula e Cássio têm ‘perdido’ a guerra da comunicação mais proximamente da elite porque, nas classes populares nem a midia nem golpismo algum tem afetado o prestigio dos dois.

Pelo menos este é o flagrante do momento porque na ponta vinga mesmo é o trabalho que na casa, no bolso e na vida das pessoas.

Abilio toca fogo

O deputado federal Armando Abilio abriu as baterias nesta terça-feira, no portal WSCOM Online ao prever o rompimento do governador Cássio com o senador Cícero Lucena.

Abilio fez mais: disse que está com Ricardo Coutinho tendo consentimento de Cássio.

Repercussão imediata

Foi o assunto sair no portal para o Secretario da Casa Civil, Carlos Dunga, ligar para a redação informando que o governador desautoriza o deputado federal e trata Cícero como aliado sem problemas em vista.

Dunga tava como no filme famoso Zangado com o irmão do PTB.

Cícero no seu portal

Já o senador Cícero preferiu o seu portal (Clickpb) – de seu filho, melhor dizendo, para se pronunciar oficialmente: “É mais fácil Armando Abilio se aproximar a Maranhão”.

Pense num moído.

Última

“Eita vida boa/ aperreada…”

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