Para Ana Lúcia, Luciano, Ismael e Janaina
Houve um tempo em João Pessoa que, no Restaurante La Veritá, invariavelmente depois das 21 horas por lá aportava a maioria dos Editores de Jornais e de TV para conversas sempre sobre os assuntos que no dia seguinte seriam consumidos pelo público leitor e telespectador.
Uma das vozes que fazia – nos ouvir com atenção era a do professor Erialdo Pereira. Foi quem primeiro vi sair da Redação do impresso frio, de O NORTE, para o comando do Jornalismo da Rede Paraiba de Televisão. Lembro que levou consigo a sabedoria cultural de Silvio Osias.
FORMAÇÃO E REALIDADE
Erialdo Pereira chegou de volta a João Pessoa depois de uma temporada no Jornal do Brasil exatamente quando João Pessoa começava a conviver com o curso de Comunicação Social da UFPB, no final dos anos 70. Chegou com a fama de quem passara pelo JB, à época, o melhor jornal brasileiro.
Lembro-me como se fora agora as muitas conversas em O NORTE – também à época o melhor jornal da Paraiba – ao lado de Frutuoso Chaves, editor e correspondente de O globo, Marconi Góis, Nonato Guedes – nosso Castelinho exemplar -, Lena Guimarães então correspondente do Estadão, mestres Agnaldo Almeida, Biu Ramos e Gonzaga Rodrigues, Barbosinha Good Life e tantos queridos colegas de Jornalismo.
Vivíamos tendo e adentrando ao “gramado” as novas gerações advindas do DAC da UFPB nas figuras de Carlos César, Peninha, Aninha Sá, Edson Verber, Adriano, Eliana, AVF, Socorro Andrade, Joana Belarmino, Silvana Sorrentino, Euflavio e por aí vai. Eu estava nesse agrupamento de Utópicos da vida jornalística na qual Erialdo Pereira era “Pule de 10”.
Devo a ele a indicação e consolidação de convite para Chefiar a Redação de O NORTE, tempo em que articulamos a contratação de Chico César como repórter especial, mais por necessidade de Cesinha do que da Redação. A Cumplicidade falava alto.
SERENIDADE E REALISMO
Com Erialdo aprendi a máxima de Cláudio Abramo, segundo a qual, “não existe liberdade de imprensa, mas liberdade de empresa”. Fiquei puto ao saber e conviver com isso, sobretudo nessa fase que ainda havia romantismo e lutas em torno do Jornalismo.
Ao longo do tempo, Erialdo enveredou pelo Jornalismo Eletrônico, se transformou no grande aliado de Eduardo Carlos e, enquanto pode, foi capaz e fiel ao grupo Paraiba.
DOENÇA E SUPERAÇÃO
Erialdo descansou nesta sexta-feira. Sofria muito com consequências de problemas renais agudos, que o afastaram da Rede Paraiba quando passou meses na UTI da Unimed João Pessoa.
Depois, como milagre, saiu do Coma e retomou a vida normal em Campina Grande ao lado de uma companheira Denise Sena, importante na sua vida.
Como Fenix, ressurgiu para o ensino e se formou em Direito para a alegria da família e dos amigos.
Em síntese, como se diz lá na Torre, lá se vai um Homem Bom, um jornalista advogado cuja.historia é com H maiúsculo.
ÚLTIMA
“O nome/ a obra imortaliza…”