Nonato ascende à condição de Super

Quem viu ou acompanhou o debate do jornalista Nonato Bandeira, Secretário de Comunicação do Estado, ontem, no programa “Conexão Máster” ancorado pelo multimídia Alex Filho saiu a com a nítida impressão de que estava diante do mais atiçado e coringa auxiliar do Governo Ricardo Coutinho.

A começar por uma das mais difíceis tarefas: ter de ir a público assumir que o Governo está vivendo uma crise difícil de relacionamento com a Rede Paraíba de Televisão permitindo desdobramentos os mais variados possíveis, até respigando no caso da outra empresa do grupo, a São Braz, por ter se beneficiado de isenção de multa no valor de R$ 7,6 milhões.

Em tese, uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas Nonato assumiu que a crise foi gerada pela empresa a partir do momento que adotou uma linha editorial de maior exposição de problemas públicos no Governo e Prefeitura de João Pessoa excessivamente contra promovida por profissionais de comunicação da empresa com evidente postura contraria ao projeto de Poder em curso.

– Fatos também registrados no Trauma, por exemplo, no Governo anterior nunca tiveram a super – exposição de agora, por isso apesar dos sucessivos apelos para resolver a questão o que vimos foi a ampliação dos problemas gerando providencias visando permitir que tenhamos a outra versão também exposta à sociedade – teorizou Nonato Bandeira.

Quanto à São Braz, que é também do grupo – e em face da denuncia apresentada pelo Sistema Correio – o governo vai anunciar nesta terça-feira medidas de ressarcimento dos recursos.

Nonato foi corajoso, não só na análise destes casos como de tantos outros envolvendo a mídia e/ou profissionais que têm exercido criticas contundentes ao governo, a exemplo de Helder Moura, Rubens Nóbrega, Juarez Amaral, Paulo Roberto e Dagoberto Pontos – estes últimos de Campina.

Mas, a participação de Nonato não se restringiu a estes aspectos, difíceis por sinal de trato. Abordou todas as questões possíveis de governo, como a relação da fase de campanha, pós e da atualidade onde ele projeta o desempenho do governador Ricardo Coutinho em nível de aprovação, bem diferente do que dizem os críticos do governo.

Ele reverbera, no mesmo tom de Ricardo, que a faixa de maior crise de avaliaçao se dá em algumas áreas dos centros urbanos e mais nas pessoas com interesse direto em cargos do Governo porque, conceitua ele, a grande maioria está exigindo do governo outras conquistas (saúde, estradas,educação de qualidade,etc).

Em síntese, mesmo sem querer Nonato Bandeira acabou exercendo o papel de quem conhece tudo do governo e aposta na manutenção da aliança com Cássio por muito tempo. Se possível, como também falou muito pela Prefeitura de João Pessoa, é o nome guardado para qualquer eventualidade de perigo ou problema na campanha à reeleição de Luciano Agra.

Tem, contudo,que se benzer e se cuidar porque muitos nesse patamar no passado acabaram fora do jogo.

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“Cada um dá o que tem…”

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