Está mais do que evidente, na reta final da campanha para o Governo a existência de um clima de alta tensão produzido a partir de fortes ataques alguns já desferidos e outros próximos de sê-lo, tomando como base/origem a Oposição ao governador Cássio. Só que o candidato tucano anuncia forte reação.
Sejamos mais diretos: todos os indicativos apontam para um recrudescimento da campanha do senador José Maranhão contra Cássio numa última tentativa visando desalojar o atual ocupante do Palácio da Redenção.
Nesta terça-feira, por exemplo, foram várias as ações de partidários da Oposição expondo fatos mesmo que requentados, visando unicamente atingir a performance do governador Cássio.
O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital, foi um dos que ocupou espaço nobre na imprensa e deve repito – lo em alguns veículos impressos nesta quarta-feira – acusando as últimas gestões do IPSEM o Instituto da Previdência de Campina de rombo/desfalques na ordem de R$ 90 milhões.
Segundo Veneziano, as gestões passadas de 94 a 2004 praticaram 31 irregularidades no Instituto envolvendo superfaturamento, duplicação de despesas, gastos de recursos públicos com promoções pessoais, empréstimos ilegais, fraudes em licitações e outros problemas foram encontrados pelos auditores que investigaram as contas do IPSEM.
Está na cara que o alvo é exatamente o período em que Cássio foi prefeito, mesmo levando em conta que atinge também no bolo a ex-prefeita Cozete Barbosa. Os dados exibidos pelo prefeito advêm de auditoria, agora com natureza de requente em face do clima eleitoral.
Se as denúncias vão colar ou não, certamente que somente pesquisas qualitativas podem mensurar, entretanto, percebe-se que com essa tática de fortes ataques a Oposição tira o governador da postura meramente propositiva e passa a revidar com perspectiva, segundo fontes internas, de produzir outras denúncias também contra seus adversários.
Se é assim, vamos daqui até a próxima semana conviver com uma série de tiroteio verbal com muitas acusações sem chances de vingar porquanto servem apenas para o tempo eleitoral. De qualquer forma, fica evidente a estratégia de sempre: Governo é vidraça e no debate corre atrás do prejuízo advindo dos ataques e a Oposição fica de melé solto fazendo seu papel de estilingue.
Mesmo assim, do ponto-de-vista concreto, até agora o bombardeio tem produzido efeito aquém do esperado porque o esquema governista está operando na ponta, junto ao eleitorado, uma estrutura com mais poder de fogo do que a Oposição.
Em síntese, só Lula parece conseguir ser mais proativo para Maranhão ( e se for) do que a tática comum das denúncias.