Genilson Medeiros, representante do grupo de pequenos e microempresários que se manifestaram contra ao edital de 2025 do Programa Tá na Mesa, afirmou que a falta de seleção de empresas paraibanas prejudica diretamente a economia interiorana.
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O grupo de empreendedores compareceu na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), nessa quarta-feira (27) e protocolou uma carta, junto ao Poder Executivo, endereçada ao governador João Azevêdo.
“Quando as empresas de fora são as principais contratadas, os negócios locais acabam perdendo faturamento. Isso significa menos dinheiro entrando, menos empregos e até risco de fechamento. Não são só os restaurantes que sofrem — agricultores, comerciantes e outros pequenos fornecedores também sentem o impacto”, explicou o empreendedor em entrevista exclusiva ao Portal WSCOM.
“Além disso, o dinheiro que poderia ficar na cidade vai embora para outros estados, e isso enfraquece a economia local. Se continuar assim, muitos pequenos empreendedores podem fechar as portas”, continuou Genilson.
O Tá na Mesa possui como um de seus objetivos, além do combate à fome, impulsionar a economia do interor do estado e fomentar a geração de empregos. No entanto, Genilson afirma que ao credenciar empresas potiguaras, o Estado segue gastando dinheiro, mas sem circular nas cidades.
“Quando uma empresa local é contratada, o dinheiro circula na cidade: gera emprego, movimenta o comércio e fortalece a agricultura familiar. Se empresas de fora dominam o programa, esse ciclo é quebrado. O custo do programa continua alto, mas o retorno para a economia local diminui bastante”, protestou o empreendedor.
Embora o caso já preocupe os empreendedores locais, ainda não há um número estimado para o prejuízo, tanto de faturamento quanto para a perda de empregos.
Genilson também esclareceu que o diálogo com o governo existe e este é essencial para chegar em um consenso entre ambas as partes. O grupo também já possui propostas para reverter os impactos negativos, como:
- Cancelar o edital atual e construir um novo, com regras mais justas e que levem em conta a realidade dos pequenos negócios locais;
- Criar critérios que favoreçam empresas da região, como pontuação extra ou cotas por município;
- Aumentar a transparência do credenciamento.
Leia a carta na íntegra:

Carta aberta (Foto: Reprodução)