Política

VÍDEO: Em entrevista recente, candidato Nilvan tratou alvo da PF como “sustentáculo” político e citou intenção de levá-lo para PMJP

25/11/2020


"Esquerdinha" (ao centro, de azul) é um presidente municipal do MDB, em João Pessoa

Por Redação / Portal WSCOM

A “Operação Poço Sem Fundo” deflagrada pela Polícia Federal (PF), Controladoria Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF), na manhã desta quarta-feira (25), caiu como uma bomba dentro do MDB da Paraíba e de João Pessoa. É que entre os alvos, está o presidente do Diretório Municipal da legenda na Capital e coordenador Estadual do DNOCS na Paraíba, Alberto Gomes, conhecido como “Esquerdinha”.

Conhecido pela atuação sempre nos bastidores, principalmente, junto ao senador José Maranhão, o nome do auxiliar do MDB chamou a atenção porque ele seria uma espécie de coordenador político da campanha do candidato a prefeito da Capital, Nilvan Ferreira.

Em entrevista recente, concedida pelo próprio Nilvan Ferreira ao programa F5 da Rádio Pop FM, Nilvan Ferreira, comentou sobre a atuação de “Esquerdinha”, e classificou o presidente do MDB de João Pessoa como “fundamental” nas suas decisões políticas, figurando como um dos principais homens fortes de seu agrupamento.

“Grande parceiro, meu presidente do MDB. Esquerdinha, do Dnocs, é meu presidente, meu braço direito, esquerdo e tudo. Esse cara me ajuda muito. Eu tenho ele como um grande companheiro de batalha. Sem ele, eu não teria avançado tanto em algumas questões. Procuro ser um cara muito justo e Esquerdinha tem sido um cara muito solidário. Na hora que eu vou conversar com políticos, de resolver grandes problemas, tem que ter ele, por que ele é uma espécie de sustentáculo que eu preciso durante essa campanha e vai ser um grande guerreiro de gestão por que eu não vou deixar esse cara sair de perto de mim nunca mais”, afirmou Nilvan.

CONFIRA:


VEJA A ENTREVISTA COMPLETA, no link: 
https://fb.watch/1_IDDLl_FN/

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O OUTRO LADO

Na tarde de hoje, Alberto Gomes, o “Esquerdinha”, confirmou que recebeu a Polícia Federal em sua residência, porém, negou que estaria atuando como coordenador da campanha de Nilvan Ferreira a prefeito de João Pessoa.

“Não houve apreensão de um único centavo na minha residência, tendo eu, embora surpreso, recebido os agentes de maneira absolutamente tranquila, colocando-me à disposição para imediatamente prestar esclarecimentos, e apresentei espontaneamente meu aparelho celular e um notebook”, disse.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam um suposto direcionamento de contratos, no valor de R$ 54 milhões, firmados entre as empresas investigadas, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Araruna.

Leia a posição de Alberto na íntegra:

‘NOTA

Em razão de notícias falsas e maldosas que circularam em redes sociais e blogs na data de hoje, certamente motivadas por interesses escusos de quem está desesperado com o resultado soberano das urnas no próximo domingo, concedi entrevista coletiva esclarecendo todas as situações e venho, por meio desta, destacar o que segue:

1) Sou Coordenador do DNOCS/PB desde setembro de 2016, sempre tendo agido com a máxima probidade naquele órgão e nunca respondi a qualquer processo criminal ou cível nesta condição; todas as licitações na minha gestão são acompanhadas e auxiliadas pelos órgãos de controle, como AGU e CGU;

 2) A Operação deflagrada na data de hoje teve como alvo central o INCRA, e não o DNOCS, tendo sido afastados quatro servidores daquele Instituto, sendo que não há qualquer investigado relacionado ao DNOCS;

 3) Não tenho qualquer relação com o ex-Deputado Benjamin Maranhão – há mais de 8 anos não tenho sequer contato com ele –, tampouco sou seu “apadrinhado”, e não fui indicado por ele para ocupar o referido cargo;

4) Não houve apreensão de um único centavo na minha residência, tendo eu, embora surpreso, recebido os agentes de maneira absolutamente tranquila, colocando-me à disposição para imediatamente prestar esclarecimentos, e apresentei espontaneamente meu aparelho celular e um notebook;

5) Ainda nesta manhã, dirigi-me no meu próprio veículo e fui ouvido na Superintendência da Polícia Federal na condição de DECLARANTE, tendo relatado tudo sobre o que tenho conhecimento, e vi que a investigação em questão diz respeito a gestões anteriores à minha posse;

6) Ao contrário do que circulou em portais nesta manhã, eu não sou coordenador de campanha do candidato Nilvan Ferreira, sendo que tal função cabe ao Sr. Lucas Sales;

7) Destaco, por fim, que foi totalmente rechaçada pela decisão do Juízo da 16ª Vara Federal de João Pessoa – de lavra da Dra. Cristiane Mendonça Lage – qualquer hipótese de meu afastamento das funções, por inexistir qualquer indício mínimo de ilegalidade na minha conduta. Cumpre transcrever o trecho da decisão que trata sobre minha pessoa:

“Coordenador do DNOCS/PB – ALBERTO GOMES Conforme consulta ao site https://www.gov.br/dnocs/pt-br/acesso-ainformacao/institucional/quem-e-quem/cests/cest-pb… ALBERTO GOMES ainda exerce o cargo de Coordenador do DNOCS neste Estado. O pedido foi fundamentado em razão da natureza política do cargo e pelo fato do “padrinho”, ex-deputado federal BENJAMIM MARANHÃO, ter direcionado emendas parlamentares em favor do DNOCS/PB… E também pelo fato de ALBERTO GOMES ser ordenador de despesas. Veja-se que ainda estamos no campo das hipóteses investigativas, sem que tenham sido encontrados indícios minimamente concretos de participação de ALBERTO GOMES. Estas hipóteses… são insuficientes para afastamento do dirigente local máximo do DNOCS. Indefiro o pedido.”

 Essa é toda a verdade que tinha a relatar. Tranquilizo todos os amigos, familiares e correligionários sobre as maldosas ilações viralizadas na data de hoje, certamente motivadas por interesses inconfessáveis de pessoas atreladas aos poderosos de plantão, e reitero que estou integralmente à disposição dos órgãos de controle.

João Pessoa, 25 de novembro de 2020.

ALBERTO GOMES BATISTA

Coordenador do DNOCS/PB

Presidente do MDB-JP’



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