Notícias

Operação ‘Poço Sem Fundo’: Benjamin Maranhão, Wilma Maranhão e coordenador da campanha de Nilvan Ferreira são alvos da PF

25/11/2020


"Esquerdinha" (ao centro, de azul) é um presidente municipal do MDB, em João Pessoa

Portal WSCOM



A “Operação Poço Sem Fundo” deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (25), tem entre os alvos o ex-deputado federal Benjamin Maranhão (MDB); a mãe dele, a ex-prefeita de Araruna, Wilma Maranhão (MDB), e o presidente do Diretório Municipal do MDB em João Pessoa e Coordenador Estadual do DNOCS na Paraíba, Alberto Gomes, conhecido como “Esquerdinha”. Este último seria um dos coordenadores da campanha do candidato a prefeito da Capital, Nilvan Ferreira (MDB), neste 2º turno das eleições municipais.

Eles estiveram entre os 15 alvos de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF, nas primeiras horas de hoje, em João Pessoa e Araruna, na Paraíba; e na cidade de Parnamirim, no Rio Grande do Norte. A ação conta com a o apoio e participação do Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

SOBRE A OPERAÇÃO

A “Operação Poço Sem Fundo” investiga um suposto desvio de recursos destinados a perfuração de poços e instalação de sistemas simplificados de abastecimento de água na Paraíba.

Estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além de ordens de indisponibilidade de bens e afastamento de 4 servidores públicos federais de suas funções nos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. Participam da operação 70 policiais e 7 auditores fiscais.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam um suposto direcionamento de contratos, no valor de R$ 54 milhões, firmados entre as empresas investigadas, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Araruna, na gestão de Wilma Maranhão, por meio de procedimentos de licitação.

Ainda segundo as investigações, também existe a possível prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa, e de lavagem de dinheiro mediante a utilização de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras.

Além de João Pessoa, a operação estaria sendo deflagrada também em Parnamirim, no Rio Grande do Norte.



Os comentários a seguir são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.