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Justiça mantém investigação sobre Furnas parada há 4 anos

CONSTATAÇÃO


14/02/2016

Uma reportagem especial do jornalista Alfredo Mergulhão revela que a investigação sobre o chamado mensalão de Furnas, operado por Dimas Toledo, diretor indicado para a estatal pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), voltou praticamente à estaca zero. A denúncia surgiu em 2005, quando o então deputado Roberto Jefferson, do PTB, delator do chamado 'mensalão', afirmou que havia um esquema semelhante em Furnas, que vinha desde o governo FHC.

O caso começou a ser investigado pelo Ministério Público Federal, quando a procuradora Andréa Bayão denunciou 11 pessoas à 2.ª Vara Federal Criminal do Rio, em 25 de janeiro de 2012, entre elas o ex-diretor Dimas Toledo.

Recentemente, Furnas voltou a frequentar o noticiário porque o diversos delatores citaram o senador Aécio como um dos responsáveis pelo esquema – primeiro, o doleiro Alberto Yousseff; depois, o lobista Fernando Moura.

No entanto, após a denúncia da procuradora, o juiz Roberto Dantes de Paula, da Justiça Federal no Rio, entendeu que a análise da denúncia competia à Justiça estadual, pelo fato de Furnas ser uma empresa de capital misto.

Isso fez com que o caso passasse para a Polícia Civil do Rio de Janeiro, que, quatro anos depois, não concluiu seu inquérito sobre o caso.

"O caso ficou conhecido como "lista de Furnas" e envolvia políticos supostamente beneficiados com dinheiro desviado da estatal com sede no Rio. O esquema reproduzia o praticado no mensalão, segundo a procuradoria. A corrupção em Furnas foi citada nas delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e do lobista Fernando Moura, na Operação Lava Jato. Ambos apontam o senador Aécio Neves (PSDB-MG) como beneficiário de desvios. Ele nega", diz a reportagem de Alfredo Mergulhão.



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