Paraíba

Justiça Federal determina reintegração de posse na UFPB e pede que estudantes desocupem prédio da reitoria


10/11/2020

Aluna prende o braço através de corrente na porta da reitoria da UFPB

Portal WSCOM



Estudantes que ocupam a entrada da reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) devem deixar o local, sob pena de multa de R$ 1.000 para cada dia de descumprimento. É o que aponta a decisão do juiz federal titular da 2ª Vara de João Pessoa, Bruno Teixeira de Paiva. A manifestação acontece desde a noite da última quinta-feira (5), quando alunos da instituição acorrentaram-se às portas do prédio em protesto à nomeação de Valdiney Gouveia como reitor da universidade feita pelo presidente Jair Bolsonaro.

Trata-se de ação de reintegração/manutenção de posse proposta pela Universidade Federal da Paraíba – UFPB em face de réus de qualificação desconhecida, com pedido de liminar, objetivando a expedição de mandado de reintegração de posse, com a consequente retirada de todos os requeridos que se encontram ocupando irregularmente a entrada da Reitoria da UFPB, campus universitário de João Pessoa, a fim de desobstruir o acesso ao referido prédio e suas instalações, sob pena de multa diária no valor de R$ 1.000,00 por dia de atraso no cumprimento da ordem judicial, bem como de serem tomadas as medidas de força cabíveis, em caso de descumprimento da ordem judicial“, diz trecho da determinação.

Alunos prendem os braços através de correntes na porta da reitoria da UFPB

Entenda o caso
O presidente Jair Bolsonaro nomeou o professor Valdiney Gouveia como novo reitor da UFPB pelos próximos quatro anos. Ele ficou em terceiro lugar, com apenas 5,35% dos votos, atrás de Terezinha Domiciano e Mônica Nóbrega, 48,44%, e Isac Almeida e Regina Celi Mendes, com 46,21% na Consulta Pública feita pela comunidade acadêmica.

Durante o processo eleitoral, Valdiney apontou ser defensor das ideias do presidente Bolsonaro, a exemplo do programa Future-se, um dos principais carros chefe do Ministério da Educação em relação às universidades federais que visa participação da iniciativa privada dentro do ensino público. A nomeação, porém, não é ilegal, já que cabe a prerrogativa do presidente em indicar um dos três nome para ser o novo reitor, independente de sua colocação.

Após a decisão, na quarta (5), Estudantes se acorrentaram na porta da reitoria da Instituição com palavras de ordem como “reitora eleita é reitora empossada” e pedem que a primeira colocada seja nomeada no lugar de Valdiney.



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