Paraíba

Estudante da UFPB vence prêmio de arquitetura com projeto para o Centro Histórico de JP

07/12/2019


Equipamento de 469 metros quadrados é composto de salas de exibição e de exposição, espaços para oficinas de edição, criação e produção e um café. Crédito: Divulgação

Portal WSCOM

O aluno de Arquitetura da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) Manoel Viana venceu o prêmio do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento de São Paulo (IABSP) na categoria “Projetos de Estudantes”, com a proposta de um Cinema Escola para a Praça Barão de Rio Branco, no Centro Histórico de João Pessoa, a fim de recuperar a vitalidade urbana da região.

“No Centro Histórico de João Pessoa, convivem diversos tempos e variadas maneiras de se enxergar  o papel dos edifícios no contexto da cidade. Durante o dia, a densidade urbana é relativamente alta. Já pela noite a região tende a esvaziar-se e se torna, em grande parte, desabitada”, descreve o estudante.

Nesse sentido, surgiu a proposta de desenvolver um projeto que supra as  necessidades de ócio da população e ofereça uma alternativa ao circuito cultural da cidade. “A ideia é atrair públicos distintos e em vários horários, contribuindo para a vitalidade urbana do local”.

Com 469 metros quadrados e capacidade para receber cerca de 450 pessoas por dia, o Cinema Escola seria equipado com uma sala de exibição, outra para exposições, oficinas de edição, criação e produção, e um café.

Os materiais propostos para construção: concreto, pedra e aço corten, com o intuito de estabelecer um diálogo entre passado, presente e futuro, “distanciando-se de arcaísmos e introduzindo-se na contemporaneidade, algo explícito ainda na estratégia de composição a partir dos vazios e na própria disposição das aberturas da fachada”.

Para Manoel Viana, o principal desafio foi o de harmonizar as arquiteturas neocolonial, colonial e neoclássica presentes no entorno, especialmente a dos prédios da Antiga Casa dos Contos e Residência do Capitão-mor, do Paço Municipal e dos casarios da Rua Duque de Caxias.

“Embora se dialogue com a arquitetura de distintas épocas, houve a intenção de empregar estratégias projetais e uma materialidade (uso de concreto, metal, aço-corten e pedra, juntos) referentes a uma arquitetura contemporânea, sem uma linguagem específica, mas que se ampara na hibridez e na reinterpretação do passado”, argumenta.

O projeto foi concebido durante a disciplina de Projeto III, em 2017, sob a orientação da professora Maria Berthilde Moura Filha. No futuro, deve ser encaminhado à Prefeitura de João Pessoa e ao Governo do Estado para apreciação.

A premiação IABSP tem a finalidade de identificar os avanços e desafios enfrentados na produção da arquitetura e urbanismo contemporâneos nacionais, de modo a reconhecer as propostas engenhosas e significativas, sobretudo aquelas que contribuam, efetivamente, para o desenvolvimento da técnica, do conhecimento e do ambiente construído em diálogo com a natureza, a sociedade, a economia e a cultura.


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