Política

Wilson Filho diz que cargo na Executiva Nacional não segura Santiago no PMDB

"Desgosto"

05/03/2013


O deputado federal Wilson Filho (PMDB) afirmou ao WSCOM Online, nesta segunda-feira (4), que a recondução do seu pai, o Wilson Santiago para cargo na executiva nacional do PMDB, na condição de suplente, não muda os planos do ex-senador para deixar a legenda.

Segundo o parlamentar, a continuidade na Executiva Nacional – cargo que Santiago ocupa desde 2005 – não tem o objetivo de conter a saída do PMDB. “Muito pelo contrário, foi uma retribuição do esforço de Wilson Santiago que sempre foi uma das pessoas que ajudou o PMDB a crescer. Se o PMDB lá na Câmara dos Deputados é um partido unido, foi graças ao esforço de Wilson Santiago no período em que foi líder do partido na própria Câmara”, afirmou.

Ainda de acordo com Wilson Filho, os elogios a Santiago proferidos por lideranças nacionais do PMDB, a exemplo do vice-presidente Michel Temer, do presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp, do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves e do presidente do Senado, Renan Calheiros, não tem sido recíprocos junto aos membros da Executiva Estadual da legenda.

“O estranho que eu acho é isso, enquanto as lideranças nacionais peemedebistas fazem um apelo para que a gente continue no PMDB, para que a gente repense a nossa atitude, não vemos essa retribuição aqui na Paraíba. Esse é o nosso desgosto. Se o PMDB bate o no peito hoje e diz que é o partido com o maior número de prefeitos na Paraíba, isso se deve ao nosso trabalho. É resultado de um trabalho suado para que o partido continuasse forte no Estado”, disse Wilson Filho.

Ainda de acordo com o deputado, nunca foi desejo dele e do pai enfraquecer o Diretório do PMDB na Paraíba. “Se quiséssemos que o PMDB enfraquecesse por interesses individuais, teríamos deixado o partido junto com nossos parceiros antes das eleições de 2012. Portanto, se passamos as eleições municipais e ajudamos a fazer prefeitos no Estado, demos uma demonstração clara de que queremos continuar na legenda. Agora, depende e muito da confiança dentro do partido”, concluiu.

 


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