Saúde

Violência física e emocional na infância eleva chance de vícios na vida adulta

Consequências

14/01/2013


 Um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, descobriu que o abuso infantil físico e emocional pode até triplicar o risco de uma criança sofrer com depressão ao longo da vida. A pesquisa ainda mostrou que outros problemas, como abuso de cigarro e drogas como o álcool, comportamento suicida e comportamentos sexuais de risco também podem ser desencadeados pelos maus-tratos na infância. Os resultados desse trabalho foram publicados dia 27 de Novembro no periódico PLoS Medicine.

Os autores revisaram 124 estudos sobre o assunto e notaram que as chances de a criança desenvolver depressão triplica se ela sofreu algum tipo de abuso emocional (receber ameaças, ter seu comportamento depreciado) e chega ao dobro no caso de crianças que sofreram apenas abuso físico, quando comparadas com aquelas que nunca sofreram nenhum tipo de violência. Os estudiosos excluíram os abusos sexuais dos dados da pesquisa.

Segundo os autores, crianças que sofreram negligência ou abuso físico e emocional tendem a desenvolver comportamentos de risco que podem levar a doenças crônicas ao longo da vida. Eles afirmam que todas as formas de maus-tratos devem ser consideradas como fatores de risco importantes para a saúde da criança.

Erros mais comuns na educação dos filhos

A criança grita, questiona os limites e desafia os pais, e a primeira saída é partir para ameaças ou mesmo a violência física. Mas até que ponto a autoridade pode chegar? Não há uma fórmula de como educar, mas psicólogos afirmam que o diálogo é sempre a melhor alternativa. Eles dão conselhos para evitar alguns dos erros que os pais mais costumam cometer na hora de ensinar.

Não dar explicações

As regras são mais fáceis de serem seguidas se forem compreendidas. Simplesmente dizer "não pode", "você não vai", pode deixar a criança brava por não entender o motivo. A demonstração de carinho ajuda a mostrar que você impõe regras porque quer o bem do filho.

Contar que o "bicho papão" pode pegar o filho se ele não comer salada nem sempre é uma boa forma de educar. Segundo a psicóloga Rosmairi Oliveira, de São Paulo, a criança fica sempre muito atenta ao comportamento dos pais e pode perceber as pequenas mentiras e passar a mentir também.

Fazer ameaças

É comum os pais ameaçarem a criança com a punição de tirar-lhe algo bom, ou presenteá-la ao concluir algo de bom. "Isso é condicionar o comportamento, sem mostrar a importância dele", conta a psicóloga Rosmairi. Além disso, ameaçar sem cumprir é ainda pior: isso enfraquece a moral dos pais, pois a palavra fica árida, autoritária e ainda falsa.


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