Futebol

Testemunha reafirma ter ouvido ex-motorista de Bruno contar que “Eliza já era”

Caso Bruno


05/03/2013



A testemunha João Batista Guimarães, primeira a ser ouvida na manhã desta terça-feira (5), no segundo dia do julgamento do goleiro Bruno, reafirmou perante o júri ter ouvido Cleiton Gonçalves dizer em depoimento à polícia que "Eliza já era". Disse ainda que Cleiton não foi pressionado no depoimento.

Cleiton era motorista de Bruno na época do crime e repetiu na ocasião a frase que ouvira de Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno morto no ano passado.

O promotor Henry Wagner Vasconcelos arrolou novamente Guimarães como testemunha para que ele reafirmasse perante o júri que o depoimento de Cleiton não teve nenhum tipo de interferência policial.

Guimarães acompanhou em 2010 o depoimento de Cleiton na delegacia porque estava em uma padaria quando o ex-motorista de Bruno foi chamado para ser ouvido pela polícia. Guimarães, então, foi chamado para ser testemunha do caso.

Em depoimento no julgamento de Macarrão, há quatro meses, Cleiton reafirmou o que dissera na delegacia. Repetiu que ouviu de Sérgio a declaração de que "Eliza já era" e que o corpo dela havia sido jogado para cães.

Contudo, ele evitou dar algum sentido à frase que ouvira, ao ser questionado pela juíza Marixa Rodrigues. "Não teve nenhum significado", afirmou ele.

Promotor faz perguntas para Bruno e Dayanne Souza, ex-mulher do goleiro, no 2º dia de julgamento em Contagem (MG) Veja mais sobre o julgamento

OUTRAS TESTEMUNHAS

A testemunha Jailson Alves de Oliveira, que era a segunda a depor hoje, foi dispensada. Em novembro, durante o julgamento de Macarrão, ele confirmou que o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, teria assumido a autoria do assassinato de Eliza.

A última testemunha a falar hoje é Célia Aparecida Rosa Sales, irmã de Sérgio Rosa Sales, réu do processo que foi assassinado.

A grande expectativa é o depoimento dos réus Bruno e Dayanne, que deve ocorrer nesta tarde. A expectativa é de que Bruno confesse participação no crime para conseguir uma redução da pena.



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