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Artes

01/03/2013


Seis exposições na Estação Cabo Branco

Exposição

 Seis exposições estão em cartaz neste final de semana na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A entrada é gratuita e as exposições podem ser visitadas de terça a sexta-feira, das 9h até 21h. Sábados, domingos e feriados de 10h às 21h.

No segundo pavimento da Torre Mirante o visitante vai encontrar 34 telas de art naiff de autoria da artista plástica, Analice Uchôa, resultado de seus 15 anos de carreira. A exposição, intitulada “Nossas Histórias”.

Analice Uchôa – A arte de Analice possui um ‘ar’ personalíssimo bastante diferente da arte naif que estamos costumados a ver. “Uma das minhas características é o uso de uma cor só no fundo das telas. Aqui nesta tela o céu e a terra estão sobre a cor azul, mas você consegue distinguir que os elementos do céu e da terra”, explicou Analice apontando para a tela que ilustra um de seus álbuns.

Analice Rodrigues Uchôa começou a pintar quando estava com 50 anos. “Surgiu de um sonho. Sonhei que estava em Paris pintando. Isso ficou na minha memória. Foi quando um grande amigo artista plástico, Carlos Djalma, disse que havia sonhado a mesma coisa e me deu três telas pequenas e fui para casa pintar” contou a artista. A pintura de Analice é primitivista e retrata o cotidiano da cidade e da vida do povo. A arte dela é naif. O termo “naif” significa a arte da pintura que se apresenta sem vínculos com a tradição erudita e convencional: é uma arte espontânea e popularesca com formas sempre figurativas e a utilização de cores vivas e puras.

Em geral o artista naif é autodidata e sua temática contempla o universo da cultura popular, com ritos e mitos, festas e costumes, indo da cidade ao campo, relatando comportamentos, modos de vida e de expressão do povo nas suas manifestações originais. Analice Rodrigues Uchôa é natural de Campina Grande e radicada em João Pessoa há muitos anos. Ela começou a pintar em 1998. Atualmente é reconhecida como um expoente da pintura naif, estilo com o qual sua obra identifica-se. Analice passeou por outros caminhos, caminhos estes, que também estavam relacionados com a arte.

Mutiversos – No primeiro pavimento da Torre Mirante continua em cartaz a exposição “Multiversos”, do artista plástico Carlos Djalma. A exposição é composta por 40 pinturas em estilo realista que resume três décadas e meia de atividade artística.

“Multiversos” é definida por Carlos Djalma como uma parte da comemoração de seus 35 anos de carreira. “É um parêntese na minha carreira, onde eu exponho apenas as últimas obras feitas em Bolonha, na Itália, e as mais recentes aqui em João Pessoa”, contou. De acordo com o artista, os quadros estão divididos por linguagem, com diferentes técnicas de pintura que vão desde pinceladas a um estilo mais realista.

Carlos tem trabalhos que vão desde o mundo onírico ao realista, mas optou por expor apenas obras recentes como natureza morta, nú artístico, pinturas realistas e a noite da cidade de Bolonha (Itália), onde residiu por nove anos para estudar na Academia de Belas Artes. “Você pode ver a realidade da cidade, mas com sentimento. Na Itália, dizem que meus quadros têm o ‘calor’ do brasileiro”, comentou.

Nascido em 18 de abril de 1966, Carlos Djalma contou que começou a pintar desde pequeno e que aos onze anos vendia seus quadros para vizinhos e família. “E meu pai achava que ser pintor não era uma profissão”, lembrou Carlos. Com influências de Flávio Tavares, Caravaggio, Lucien Freud e outros mestres das artes, Carlos não segue apenas um estilo de pintura e vai de acordo com sua intuição. “É uma coisa de sentimento mesmo. Eu morro e renasço todo dia com minhas pinturas”, finalizou.

Química – Outra exposição de destaque é “História Química da Humanidade”, que pertence ao Espaço Ciência de Olinda (PE). Foi concebido pelo professor Antônio Carlos Pavão, com o patrocínio do CNPq e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob a coordenação de Roberta Cristina.

No local o visitante vai encontrar 12 painéis contando a história da química por meio de experimentos científicos e ao mesmo tempo entender a humanidade e sua evolução pela química. Destes 10 paineis são interativos e apresentam aspectos intrigantes sobre a química. Vai ficar sabendo, por exemplo, que o Brasil foi descoberto pela química e que a prata é mais valoriza que o ouro, pois a ela foi dada, inclusive, o nome de uma cidade na Argentina (Mar Del Plata). Descobrir também que a I Guerra Mundial aconteceu por causa da síntese da amônia e que a independência dos Estados Unidos se deve à descoberta da pólvora francesa.

A coordenadora da exposição, Roberta Cristina, explicou que a intenção de mostrar a química com aspecto de arte é no intuito de popularizar e fazer com que a química seja uma disciplina atraente para um maior número de pessoas.

Com uma caixa e um circuito elétrico contendo 3 bocas, 3 lâmpadas, uma tomada e um interruptor o visitante vai entender como surgiu o sal e a saber da importância dele para a vida no experimento “Química, o sal da vida”.
Outro experimento exposto no local é “O fogo e seu encantamento são reações químicas”, em que o monitor usa uma bola de festa, dois beckeres, uma vela, um estante de plástico para tubos de ensaio e relata sobre a descoberta do fogo e mostra que a partir daí começam as mudanças nos hábitos alimentares e na vida da sociedade. A exposição é rica em curiosidades.

Drummond – A exposição “Drummond, testemunho da experiência humana”, pertence ao Projeto Memória do Banco do Brasil. O projeto, que já prestou tributo a diversas personalidades nacionais, produzirá quatro diferentes peças sobre o escritor mineiro: um documentário sobre o poeta, cronista e escritor, um livro fotobiográfico, um conjunto pedagógico, além da própria exposição.

O Projeto Memória do BB tem o objetivo de difundir a obra de personalidades que contribuíram significativamente para a transformação social e a formação da identidade cultural brasileira. Personagem destacado do Projeto, Drummond terá sua faceta jornalística divulgada a milhares de jovens com a distribuição de kits pedagógicos em 18 mil escolas públicas. Além disso, serão organizadas mostras itinerantes com 70 kits expositivos contendo 16 painéis que percorrerão mais de mil municípios, um documentário dirigido por Maria de Andrade e um livro fotobiográfico.

O Projeto Memória é uma parceria entre Fundação Banco do Brasil, a Petrobras e Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), por meio da Associação de Amigos da Casa Rui Barbosa. Os arquivos pessoais de Drummond integram o Arquivo Museu de Literatura da FCRB, espaço dedicado a documentos pessoais de escritores, criado em 1972 com o incentivo do poeta. O projeto já homenageou, em outras edições, personalidades como: Castro Alves, Monteiro Lobato, Rui Barbosa, Juscelino Kubitschek, Oswaldo Cruz, Josué de Castro, Paulo Freire, Nísia Floresta, João Cândido Felisberto e Marechal Rondon.

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira (MG), no dia 31 de outubro de 1902. Mudou-se para Belo Horizonte em 1920, onde começou sua carreira literária. Casou-se com Dolores Dutra de Morais em 1925, com quem teve sua única filha, Maria Julieta Drummond de Andrade.

Formado em Farmácia, fundou com alguns amigos “A Revista”, onde ajudou a difundir o Modernismo. Poeta, cronista e escritor, Drummond se tornou um dos maiores expoentes da literatura brasileira, tendo publicado diversas obras de poesia, prosa e até livros infantis. Morreu no dia 17 de agosto de 1987, 12 dias após a morte de sua filha. Carlos Drummond de Andrade completaria esse ano 110 anos.

Eca Mostra sua cara – A exposição “Eca Mostra sua Cara” é de autoria dos alunos do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil da Secretaria de Desenvolvimento Social da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PETI/SEDES/PMJP), em parceria com o Instituto Alpargatas.

São cerca de 50 máscaras confeccionadas por crianças com idade de 7 a 15 anos. As máscaras foram produzidas este ano, mas devido ao carnaval não foi possível sair antes. A coordenadora do programa, a professora Catarina Arruda, explicou que as máscaras foram feitas utilizando apenas papel picado, cola branca, tinta guache e tinta em alto relevo.

O tema escolhido para a exposição, segundo Catarina Arruda, foi os direitos fundamentais das crianças e adolescentes (educação, assistência médica, moradia , lazer, a igualdade, a proteção, a alimentação, moradia e outros) que se encontram prescritos no Estatuto dos Direitos da Criança e Adolescente. “Em João Pessoa 22 bairros são atendidos pelo PETI”, acrescentou Catarina Arruda.

Todos os direitos fundamentais de que gozam as crianças e adolescentes são alcançados pelo princípio da prioridade, segundo o qual sua proteção e satisfação devem ser buscados antes de quaisquer outros. Ou seja, dentre os direitos fundamentais reconhecidos a todos os indivíduos, expressão de sua intrínseca dignidade, aqueles relativos a crianças e adolescentes hão de vir em primeiro lugar.

Essa salvaguarda especial atribuída aos direitos humanos de crianças e adolescentes encontra-se consagrada em diversos diplomas internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, de 1959, e a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, de 1989.

No plano nacional, todos os direitos fundamentais reconhecidos internacionalmente às crianças e adolescentes foram assegurados pela Constituição Brasileira de 1988, que em seu art. 227.

Entre páginas – A exposição é fruto da Semana Nacional de Quadrinhos. “Entre Páginas” faz uma retomada dos trabalhos e eventos produzidos na área dos quadrinhos (“a nona arte”) por vários artistas e desenhistas ao longo do último ano. São desenhos de Mike Deodato, do Grupo Dia, Renato Guedes, Danilo Beyruth, Henrique Magalhães (da Marca de Fantasia), Ricardo Jaime, Jack Herbert e HQPB.