Economia & Negócios

Presidente do Cofeci projeta um ano de crescimento para o setor imobiliário brasileiro

As recentes decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que mantiveram a redução da taxa Selic em 11,25% ao ano, são fundamentais para essa previsão otimista.


16/02/2024

Portal WSCOM

João Teodoro da Silva vislumbra esse cenário promissor em 2024, mesmo em meio aos desafios econômicos globais e à geopolítica mundial. As recentes decisões do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que mantiveram a redução da taxa Selic em 11,25% ao ano, são fundamentais para essa previsão otimista.

Na última reunião do Copom, em 31 de janeiro, a taxa Selic foi reduzida pela quinta vez consecutiva, evidenciando a busca por estabilidade econômica. Apesar do alerta presente na ata de que há um longo caminho a percorrer para a “ancoragem das expectativas e retorno da inflação à meta”, João Teodoro da Silva ressalta seu ponto de vista sobre a importância da serenidade e moderação na condução da política monetária.

Enquanto a economia global enfrenta incertezas decorrentes de fatores como as guerras Rússia x Ucrânia, Israel x Hamas, e a instabilidade social em países europeus devido às imigrações ilegais, ele projeta uma visão positiva para o Brasil, notadamente no mercado imobiliário. À exceção da Zona do Euro, que deverá ver crescimento em seu PIB em 2024, as demais regiões crescerão menos, mesmo com inflação e juros menores.

Fatores de impulsionamento

O Banco Mundial prevê a estabilização das commodities, comercializadas em bolsas, mas alerta para a redução nos preços da soja e do minério de ferro, cruciais para as exportações brasileiras. Apesar dessas variáveis, JT confia que o mercado imobiliário no Brasil continuará impulsionado pela evolução tecnológica, novos padrões de consumo, queda dos juros e maior acessibilidade ao crédito.

Em relação às previsões para a economia global em 2024, o relatório da ONU sobre a Situação Econômica Mundial e Perspectivas, destaca um possível declínio no curto prazo por entender que isso pode resultar em um período prolongado de condições creditícias rígidas e custos financeiros mais elevados, mas acredita que investimentos direcionados para estimular o crescimento são cruciais.

Apesar das projeções menos animadoras para a América Latina, com um PIB regional estimado para crescer apenas 1,6% em 2024, o mercado imobiliário no Brasil se destaca como um setor resiliente e em expansão, acrescenta, daí por que prevê um ano promissor para o mercado imobiliário brasileiro em 2024, onde a adaptação a novos cenários e investimentos estratégicos serão fundamentais para enfrentar os desafios econômicos globais.



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