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Esporte

06/11/2019


Presidente da Conmebol alega ‘força maior’ para troca de sede de final

Definição foi feita em uma reunião de mais de seis horas de duração entre representantes dos dois clubes envolvidos.

Alejandro Domínguez em entrevista coletiva na Conmebol — Foto: Martín Fernandez

EFE

 

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, justificou nesta terça-feira (05) a decisão da entidade de levar a final da Conmebol Libertadores, entre Flamengo e River Plate, no próximo dia 23, de Santiago para Lima, e explicou a complexidade da reunião de hoje entre as partes envolvidas.

 

“Houve consenso, mas não foi rápido. Vínhamos trabalhando a respeito de uma cidade havia mais de um ano e agora tivemos que encontrar a opção mais viável”, declarou o dirigente em entrevista coletiva após o encontro na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai.

 

A definição foi feita em uma reunião de mais de seis horas de duração entre representantes dos dois clubes envolvidos, da CBF, das confederações de Argentina e Chile e de Domínguez. Todos também estiveram presentes na coletiva.

 

O dirigente disse que a decisão foi tomada depois de uma conversa com a ministra de Esporte do Chile, Cecilia Pérez, e de ter analisado a situação “em 360 graus”. “A alternativa mais viável para todos, e tendo as garantias do governo peruano, é que o jogo seja realizado em Lima”, afirmou.

 

O presidente da Conmebol anunciou que devolverá o dinheiro dos ingressos dos torcedores que haviam comprado bilhetes para ver o jogo no Chile. Eles também terão preferência caso queiram entradas para a partida no Peru.

 

Por outro lado, não explicou se será possível reaver o valor das passagens aéreas compradas para Santiago, mas prometeu conversar com as empresas aéreas.

 

A Conmebol escolheu a capital peruana mesmo depois de ter tirado da cidade o posto de sede da final da Copa Sul-Americana, em maio passado, e levá-la a Assunção, onde o jogo acontecerá no próximo sábado.

 

Domínguez esclareceu que a decisão foi tomada devido às trocas no governo peruano e na presidência da federação de futebol do país, mas fez questão de dizer que todos esses temas estão superados. “O problema tinha a ver com a falta de autoridades com quem levá-lo adiante e atualmente está completamente reestabelecido”, destacou.