Internacional

Portugal decreta novo lockdown após registro de recorde de mortes pela doença

14/01/2021


Portugal decreta segundo confinamento geral para conter a Covid-19

Portal WSCOM



Mesmo destacando-se como um dos países mais firmes nos cuidados para conter a pandemia do novo coronavírus, Portugal está decretando o confinamento obrigatório das famílias a partir desta sexta-feira (14). Oficialmente serão 15 dias, mas as autoridades já deixaram claro de que o mais provável é que as pessoas fiquem em casa e o comércio fechado por um mês. Em dezembro, diversos setores da economia continuavam com restrições de funcionamento e a população obrigada ao toque de recolher entre 13h e 5h do dia seguinte, nos finais de semana. Mas, mesmo assim, a pandemia avançou.

Nos últimos dias, o país bateu recorde de contaminados. Já chegou a mais de 150 mortos em um dia dia, quase cinco vezes o registrado em abril do ano passado. E a perspectiva hoje era de que chegasse a 250 nas próximas semanas se não fossem adotadas providências mais drásticas.

O confinamento acontece com os hospitais lotados e a perspectiva de abertura de unidades de campanha. Também ocorre em paralelo à vacinação, que já chegou a mais de 100 mil pessoas, mas ocorre em ritmo lento porque é uma operação complexa, que exige um calendário, pontos específicos para receber as vacinas e as pessoas, sem aglomeração.

O decreto, apresentado pelo primeiro-ministro António Costa, com respaldo dos partidos representados no Parlamento e do presidente da República, Marcelo Rebêlo de Sousa, determina o recolhimento obrigatório, com multas para quem sair de casa sem justificativa.

Bares, restaurantes e o comércio, com exceções para pequenos mercados, supermercados, indústria e setores da construção civil, ficarão fechados durante o período, mas poderão recorrer ao sistema de lay-off, pagamento pelo governo de mais de 70% dos salários dos empregados dos estabelecimentos fechados.

Por conta dos baixos números de contaminados entre os estudantes nos últimos meses, o governo decidiu manter as escolas e creches abertos por entender que são ambientes seguros, mas não descarta a possibilidade do fechamento, caso os números indiquem esta necessidade.



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