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Paraíba

14/11/2019


PIB da Paraíba cresce 12,9% em sete anos, segundo o IBGE

Imagem ilustrativa (arquivo)

Portal WSCOM

 

O Produto Interno Bruto (PIB) da Paraíba teve crescimento acumulado, na série histórica entre 2010-2017, de 12,9% segundo os dados do Sistema de Contas Regionais, 2010-2017, divulgados pelo IBGE em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística e Secretarias Estaduais de Governo, nesta quinta-feira (14).

 O PIB paraibano teve uma participação de 6,5% no total do Nordeste e de 0,9% no nacional. Do total do estado, 89,2% corresponde ao valor adicionado bruto e 10,8% aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

Em termos de volume, a economia do estado manteve-se praticamente estável, já que a variação em volume foi de -0,1%, influenciada pelo desempenho negativo da Indústria (-4,5%), não compensada pela variação dos Serviços (0,5%). Contudo, observa-se uma relativa recuperação econômica no estado, visto que, os dois anos anteriores foram de queda mais acentuada.

  Os resultados demonstram que os valores acumulados estão acima da média do Brasil (3,7%) e também do Nordeste (6,5%). Entre os estados da região Nordeste, a Paraíba apresentou o 3º melhor resultado no período.

O PIB registrou uma queda de 0,1% no volume em 2017, em comparação a 2016. O crescimento nominal – que não considera o desconto da inflação – foi de 5,6% no mesmo período e o montante atingiu R$ 62,39 bilhões.

Atividades

A Agropecuária foi o grupo de atividade que mais cresceu em volume (8,9%) devido ao ganho de todas as atividades: agricultura, inclusive o apoio à agricultura e a pós-colheita (6,4%); pecuária, inclusive o apoio à pecuária (12,2%); e produção florestal, pesca e aquicultura (9,5%). Apesar disso, o setor perdeu participação na economia estadual, de 4,1% para 3,9%, devido à redução nos preços da agricultura, principalmente no cultivo de cana-de-açúcar, produto de grande peso para a agricultura paraibana, que teve retrações significativas em volume e em preço.

Já a Indústria registrou variação em volume de -4,5%, depois de ter apresentado variação de -8,4% em 2016. Influenciaram nesse desempenho os recuos em volume de Indústrias extrativas (-15,3%); de Construção (-11,2%); e de Indústrias de transformação (-3,5%). Destacam-se a construção de edifícios e obras de infraestrutura, na “construção”, e a fabricação de produtos têxteis e de produtos de minerais não metálicos, em “indústrias de transformação”.

Por outro lado, a atividade Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação contribuiu positivamente com 6,2%, em função do aumento da produção de geradoras de energia eólica e do tratamento e distribuição de água e esgoto.
O grupo de atividade de Serviços aumentou a participação em 0,7 ponto percentual, passando a concentrar 81% da economia do estado, em 2017, apesar da variação em volume relativamente baixa (0,5%).

O resultado foi influenciado pela queda do Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, tanto em volume (-3,0%) como em participação (-1,8 pontos percentuais). Também recuaram em volume, porém ganharam em participação as atividades: transporte, armazenagem e correio (-2,5%), sobretudo o transporte rodoviário de passageiros e de carga; atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares (-0,7%) e administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social (-0,1%). Por outro lado, contribuíram com variações positivas para o total dos serviços principalmente as atividades: alojamento e alimentação (7,2%); informação e comunicação (8,5%); atividades imobiliárias (2,4%); e atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (4,1%).