Policial

PF e Gaeco cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Coriolano Coutinho, em Bananeiras

Os endereços atribuídos a Coriolano seriam dois sítios no município de Bananeiras, na região do Brejo Paraibano.

10/03/2020


Coriolano Coutinho

Redação / Portal WSCOM

O irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho, apontando como “sócio oculto” da empresa “Paraíba de Prêmios”, segundo denúncia do Ministério Público, foi alvo, na manhã desta terça-feira (10), de dois mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF) no âmbito da 8ª Fase da Operação Calvário.

Os endereços atribuídos a Coriolano seriam dois sítios no município de Bananeiras, na região do Brejo Paraibano. Cumpriram os mandados o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público na Paraíba – GAECO/PB e a Polícia Federal na Paraíba.

Investigação

Coriolano, que foi preso na 7ª fase da Operação Calvário, é apontado como “sócio oculto” da empresa “Paraíba de Prêmios”, e fez valer de seu poder de penetração na Lotep e da venda de títulos de capitalização para “ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação de recursos desviados pelo grupo denunciado na Operação Calvário”, segundo a denúncia.

Os investigadores chegaram ao irmão do ex-governador Ricardo Coutinho através da delação de Daniel Gomes da Silva, ex-líder da Cruz Vermelha Brasileira. Ele ele, no final de 2017, a Cruz Vermelha, filial Paraíba (CVB/PB), recebeu convite da empresa “Bilhetão Serviço e Intermediação LTDA-ME” para lançar um “certificado de contribuição” no Estado da Paraíba. Ele chegou a discutir a proposta com a então Secretária-Geral da CVB/PB, Mayara de Fátima Martins de Souza – mencionada como ex-chefe de gabinete e pessoa ligada a deputada Estela Bezerra – , decidindo assinar o contrato com a empresa para lançar o produto “Bilhetão da Sorte”, o que ocorreu em 7 de novembro de 2017.

Ainda segundo as investigações, Coriolano Coutinho “não teria admitido que a Cruz Vermelha Brasileira ingressasse na área de loterias no Estado, gerando concorrência direta com a empresa em que era “sócio”. Ele teria ordenado, em reunião com Daniel Gomes, que a CVB/PB “não se envolvesse no respectivo ramo”.

Coriolano Coutinho teria então acionado um suposto “laranja”, identificado na denúncia como Denylson Oliveira Machado, “responsável ostensivo pela empresa Paraíba de Prêmios”, e  determinado que marcasse uma reunião com a presidente da CVB-PB para criar um novo produto da Lotep, contudo, demonstrando interesse em eliminar o concorrente “Bilhetão da Sorte”.


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