Política

Pedro Cunha Lima quer reunir bancada federal para debater uso medicinal da maconha

17/02/2020


Portal WSCOM

O deputado federal Pedro Cunha Lima visitou, nesta segunda-feira (17), a sede da Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace), em João Pessoa. Ele vai sugerir uma reunião da bancada federal paraibana com integrantes da Liga Canábica e da Abrace para que eles falem da importância da medicação e das dificuldades que se enfrenta para ter acesso aos produtos elaborados a base da planta. O óleo que é produzido na Paraíba custa 10% do valor do que é importando.

O parlamentar integra a Comissão Especial que vai analisar o Projeto de Lei nº 399/15 que trata sobre a comercialização no território nacional de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da planta Cannabis sativa em sua formulação. Ele foi buscar mais informações sobre o trabalho realizado pela única entidade que tem autorização para fabricar medicamentos a base da planta, que é a Abrace.

O tucano defende a utilização da Cannabis para uso medicinal e autorização de plantio para pesquisas científicas. A Anvisa coloca sobre  a indústria farmacêutica o poder para comercializar o medicamento, proibindo o cultivo para pesquisa e produção de medicamentos. “Uma mudança neste entendimento baratearia o tratamento. Hoje, o Mevatyl (medicamento à base de maconha para tratar espasticidade – rigidez excessiva dos músculos – em pacientes com esclerose múltipla) custa em média R$ 2,8 mil e o óleo equivalente produzido por nós custa R$ 600” informou o diretor da Abrace, Cassiano Teixeira.

O dirigente da Associação falou das dificuldades enfrentadas, como a falta de espaço para produzir e aquisição de estufas. Hoje, eles atendem três mil pessoas que sofrem dos mais variados tipos de problemas e a meta é chegar a dez mil pessoas. Cassiano relatou vários casos de crianças e adultos que tinham várias convulsões ao dia e após a medicação a base do Cannabis, elas diminuíram e até não foram mais registradas.

O deputado Pedro sugeriu que fosse tirada a certidão de utilidade pública pra que a entidade passe a receber recursos de emendas parlamentares. Se colocou à disposição para ajudar na parte legal. Ele também se comprometeu a abrir o diálogo sobre o tema com a bancada federal paraibana. “Não podemos admitir isso. Isso é uma insanidade. Além de não dar o remédio para quem precisa, o governo proíbe da população

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