Saúde

Paraíba monta comitê de crise para enfrentar mortalidade materna


05/04/2025

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Portal WSCOM

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) da Paraíba deu um passo no enfrentamento à mortalidade materna ao instalar, nesta sexta-feira (4), um comitê de crise voltado à prevenção de mortes evitáveis de gestantes, fetos e recém-nascidos. A medida surge em meio a uma preocupação crescente com os índices no estado e busca reorganizar a rede de atenção à saúde da mulher, do pré-natal ao pós-parto.

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“A mortalidade materna é um indicador crítico da qualidade dos serviços de saúde materno-infantil”, destacou a SES em nota. O comitê atuará com foco na ampliação e qualificação dos serviços de atenção à saúde da mulher, incluindo reforço nas unidades de atenção primária, adoção de protocolos de risco gestacional e capacitação das equipes.

Secretário Ari Reis em reunião com o comitê.

Entre as primeiras iniciativas anunciadas, está a formalização de um convênio com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que vai auxiliar tecnicamente o estado na implementação de ações para reduzir a mortalidade materna. Também estão previstas a disponibilização de medicamentos como AAS e cálcio para prevenção da pré-eclâmpsia, além da aplicação do Código de Hemorragia Pós-Parto em todas as maternidades da Paraíba.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Ari Reis, a articulação será ampla e envolverá diferentes frentes da gestão pública e sociedade civil. “Nós reforçaremos nossas escalas com médicos especialistas, reforçaremos as nossas referências e a comunicação entre os serviços do Governo do Estado e os serviços municipais aqui na Paraíba, para evitar o agravamento dessa crise que está se potencializando”, explicou.

O comitê também trabalhará no fortalecimento da assistência ao parto, com treinamentos para profissionais em boas práticas obstétricas e no manejo de emergências como pré-eclâmpsia, hemorragia, sepse e tromboembolismo.

Reis reforçou ainda que a efetividade das ações depende da articulação institucional: “O sucesso da iniciativa dependerá da articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde e do monitoramento contínuo das ações implementadas. Estaremos junto com o Cosems, o próprio Ministério Público, além de outras entidades de justiça, universidades e organizações não governamentais, para que tenhamos êxito nessa caminhada para a melhoria da assistência materna e infantil.”



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