Paraíba

‘Os efeitos da nomeação de Valdiney Gouveia na UFPB e a nova fase de conflitos pelo desacato à Consulta Pública e legal’, por Walter Santos


05/11/2020

Imagem ilustrativa – Reitoria da Universidade Federal da Paraíba

Quinta-feira, 5, para ficar marcada no calendário da Universidade Federal da Paraíba com a nomeação pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, do professor Valdiney Gouveia para o cargo de reitor da instituição para os próximos 4 anos. A informação caiu como uma bomba nos quatro cantos da instituição gerando perplexidade e já reações contrárias.

O fato é que, ao optar pelo terceiro colocado na Consulta legal promovida pela UFPB, Bolsonaro simplesmente manteve sua prerrogativa de nomeação ignorando os diversos segmentos da instituição, agora afetados com a imposição do menos votado.

“Lastimamos porque acreditamos no processo de consulta eleitoral e nos conselhos superiores das nossas universidades públicas”, era o comentário comum ouvido nas diversas instâncias da UFPB.

CALADO, MAS ATUANTE

A nomeação de Valdiney Gouveia não é condição à toa e certamente conta com a participação do próprio professor alinhado com as relações ideológicas de Ultra Direita e religiosas advindas do universo neopentecostal – sabendo da condição Laica na instituições, pois sem esses vínculos nada acontece na conjuntura federal.

Depois, no silêncio do tempo, há que se admitir que o próprio Valdiney Gouveia deve ter se acertado com a nova cartilha do MEC contestada pelas Universidades Federais do País por ameaçar conquistas históricas das instituições, entre elas o ensino público e gratuito.

REAÇÕES À VISTA
Ainda será preciso aguardar mais detalhes da posse e da formação de equipe, entretanto, vale à pena aguardar os desdobramentos com as reações dos vários segmentos pois, certamente, muitos conflitos devem ser pautados como contestação de agora em diante.

Valdiney Gouveia vai precisar muito da psicologia para enfrentar mares revoltos durante os quatro anos.

DIA 5, DATA NACIONAL DA CULTURA

Da atenta produtora cultural, Rejane Nóbrega, um registro a merecer reflexão: “A cultura brasileira não pode ser pensada fora dessa dialética permanente entre a tradição e a invenção, numa encruzilhada de matrizes milenares e informações e tecnologias de ponta”.

“Somos um povo mestiço que vem criando, ao longo dos séculos, uma cultura essencialmente sincrética. Uma cultura diversificada, plural que é como um verbo conjugado por pessoas diversas, em tempos e modos distintos”.

“A diversa e sofisticada produção cultural brasileira, além de sua relevância simbólica e social, deve ser entendida como um dos grandes ativos econômicos do país, capaz de gerar desenvolvimento. Realizar esse potencial significa produzir riqueza e inclusão social, além da inserção qualificada do país no cenário
internacional”.

Dos Discursos do Ministro Gilberto Gil. Um dos melhores ministros que esse Brasil já teve.

ÚLTIMA
“Cada um dá o que tem…”.



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