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Motorista atropela e arrasta advogada por 100 metros em ato contra Bolsonaro, no Recife-PE

Motorista negou socorro; manifestantes afirmam ter visto ele sacando uma arma durante a discussão


02/10/2021

A vítima tentava acalmar o motorista, que a arrastou e atropelou sem prestar socorro - Rani de Mendonça/Brasil de Fato PE

Portal WSCOM com Brasil de Fato



Uma manifestante foi atropelada no centro do Recife (PE) no fim da manhã deste sábado (2) durante o ato “Fora, Bolsonaro”. A vítima é a advogada Isabela Freitas Veras, 29, que estava na comissão que garantia o diálogo entre os condutores e o manifestantes.

Um condutor, que queria furar o bloqueio, começou a confusão, segundo Leonardo França, que presenciou a cena: “Ele arrastou, todo mundo pediu para parar, mas ele não parou. Ele correu mais de 100 metros com a menina pendurada no carro. Ele freou, a menina caiu e ele passou por cima”, afirma.

Alguns manifestantes afirmam que o motorista chegou a sacar uma arma durante a confusão enquanto a vítima pedia calma. A vítima ficou ferida em diversas partes do corpo, incluindo a cabeça, mas foi socorrida no local e encaminhada para o Real Hospital Português.

No Recife o protesto teve início com uma concentração às 10h, na Praça do Derby. A saída em caminhada seguiu pela avenida Conde da Boa Vista e se encerrou na Ponte Duarte Coelho.

DENÚNCIA

O historiador Jones Manoel denunciou pelo Twitter neste sábado (2) uma “tentativa de assassinato” ao final do ato contra Jair Bolsnaro em Recife, Pernambuco. Manifestações contra o atual governo federal acontecem em diversas cidades do país e do mundo ao longo deste sábado.

A vítima foi atropelada e o caso não se tratou de um acidente, segundo Jones Manoel. Ele pediu que as autoridades competentes façam a imediata identificação do motorista.

“Camaradas, uma moça acabou de ser atropelada em Recife, ao final do ato. Não foi acidente, foi tentativa de assassinato. Eu estava ao lado, vi tudo, tentei junto com outros camaradas impedir. A SDS tem câmeras pelo Recife todo. Identificação imediata do assassino”, escreveu o historiador.

A vítima foi atendida por médicos que estavam no ato e depois encaminhada a um hospital por uma ambulância do SAMU.



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