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Economia & Negócios

12/03/2013


Itaú lidera ranking de reclamações

O Itaú Unibanco liderou o ranking de empresas que mais geraram reclamações na cidade de São Paulo em 2012, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (12) pela Fundação Procon de São Paulo, órgão vinculado à Secretaria estadual da Justiça e Defesa da Cidadania. A instituição financeira recebeu 1.108 reclamações durante o ano. É a segunda vez seguida que um banco lidera o ranking, elaborado desde 1998. Em 2011, o Bradesco recebeu o maior número de queixas.

Na sequência, estão a Claro, com 1.006 reclamações; Bradesco, com 976; Vivo, com 967; B2W, com 718; Banco Votorantim, com 621; Carrefour, com 595; grupo Oi, com 586; Eletropaulo, com 576, e por último o Santander, com 568. A lista das 50 empresas mais reclamadas pode ser acessada no site do órgão.

Os dados fazem parte do Cadastro de Reclamações Fundamentadas, divulgado anualmente pelo Procon paulista. São consideradas no ranking apenas as queixas registradas por meio de um processo administrativo no órgão após não ter ocorrido acordo com a empresa na fase inicial do atendimento.

No total, foram 4.027 empresas reclamadas ante 3.639 no ano anterior. O Procon-SP destacou, entretanto, que o número reclamações fundamentadas caiu no ano passado. O número reduziu de 33.401 em 2011 para 29.697 em 2012.

"O total de reclamações solucionadas saltou de 87% em 2011 para 88%", afirmou o diretor executivo do Procon-SP, Paulo Arthur Góes.

No ranking das 10 empresas mais reclamadas por percentual de não atendimento, quem lidera a lista é o Banco Votorantim, com 91% das reclamações não atendidas. “O BV foi a instituição que menos atendeu seus consumidores em 2012”, destacou Góes.

Na sequência, aparecem Carrefour (63% das reclamações não atendidas), Eletropaulo (62%), Bradesco (60%), Itaú Unibanco (58%), Grupo Oi (51%), Santander (47%), B2W (29%), Claro (21%) e Vivo (16%).

Segundo o Procon-SP, o número total de atendimentos para consultas, orientações e queixas em 2012 foi de 602.611, uma diminuição de 17% em relação ao registrado em 2011. Estes atendimentos geraram 139.066 encaminhamentos de reclamações à empresas. Nesta fase preliminar, segundo o órgão, 79% dos casos foram solucionados e 21% (29.697) se transformaram em reclamações fundamentadas.
Um dos destaques do ano passado foi o crescimento dos atendimentos em relação aos sites de compras coletivas, que em 2011 não apareciam na lista dos 50 mais reclamados

De acordo com o balanço, em 2012 a área de produtos (móveis, eletrônicos e vestuário, dentre outros) foi a que registrou maior número de reclamações (33%); seguida por assuntos financeiros (bancos, seguradoras, financeiras) com 25,7% e serviços essenciais (telecomunicações e energia elétrica, saneamento básico, etc), com 16,5%.

Segundo o Procon-SP, um dos destaques do ano passado foi o crescimento dos atendimentos em relação aos sites de compras coletivas, que em 2011 não apareciam na lista dos 50 mais reclamados. O site Groupon, por exemplo, que figurava na 228º na classificação geral, em 2012 aparece na 21ª posição.

Outro lado
Procurado pelo G1, o Itaú Unibanco afirmou que há uma discussão sobre a legalidade de cobrança da tarifa de cadastro, considerada inadequada pelo Procon, mas que, segundo o banco, é considerada adequada pelo judiciário, o que elevaria o número de reclamações sobre a instituição financeira. Além disso, o banco aponta que o Procon não considera proporcionalidade, fazendo com que apenas as empresas grandes apareçam no ranking.

As outras empresas que entraram no ranking ainda não se pronunciaram.