Política

Haddad troca comando da Guarda Civil Metropolitana


16/01/2013

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta quarta-feira (16) a troca no comando da Guarda Civil Metropolitana (GCM).

O inspetor Eduardo de Siqueira Bias, de 47 anos, assume o posto no lugar de Joel Malta de Sá, que estava no posto desde 2009. Bias está na GCM há 27 anos e trabalhava na inspetoria do gabinete do prefeito.

Haddad negou que a troca de comando na GMC tenha relação com a polêmica gerada após a divulgação de um vídeo na internet em que um guarda aparece estrangulando um skatista na Praça Roosevelt, no Centro. O prefeito considerou normal a nomeação de um novo comandante para a GCM, como parte da troca da equipe pela nova administração.

"Quando tem troca de governo, em geral o secretário escolhe o novo comandante. Foi feito de maneira organizada, de comum acordo com guarda. Não [pesou a confusão na Roosevelt], porque esta decisão está tomada desde a campanha eleitoral", disse o prefeito nesta manhã, após um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Guarda suspenso

Nesta terça-feira (15), o guarda-civil metropolitano Luciano Medeiros, que aparece em um vídeo postado na internet durante uma ação contra skatistas na Praça Roosevelt foi suspenso pela Prefeitura pelo período de quatro meses. A decisão foi publicada no Diário Oficial. De acordo com a Secretaria de Segurança Urbana, a medida é preventiva e ocorre enquanto o inquérito é instaurado.

A suspensão ocorre 11 dias após a abordagem. O vídeo postado no Youtube teve mais de 3 milhões de visualizações. Nas imagens, um skatista recebe um estrangulamento do GCM, que estava à paisana. Os guardas também usam spray de pimenta contra os jovens.

Na decisão publicada nesta terça, a Secretaria de Segurança Urbana determinou ainda a instauração de um inquérito administrativo contra Medeiros e também contra o GCM Elias dos Anjos Prestes, que também participou da ação. O G1 tentou entrar em contato com os servidores por meio da assessoria da pasta, mas não havia obtido resposta até a publicação desta reportagem.

Para justificar sua decisão, a secretaria informou no Diário Oficial que houve infrações a uma lei de 2003, que especificou as atribuições dos guardas. Entre os artigos infringidos está "estar em dia com as leis, regulamentos, regimentos, instruções e ordens de serviço que digam respeito às suas funções" e "proceder, pública e particularmente, de forma que dignifique a função pública".



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