Esporte

Grêmio reforça domínio, atinge marca histórica e não perde Gre-Nal decisivo para o Inter há cinco anos

Última derrota em jogo valendo título ou classificação foi na final do Gauchão de 2015. Time de Renato assume maior invencibilidade em casa no clássico

06/08/2020


Everton Cebolinha levanta taça de campeão do 2º turno do Gauchão — Foto: Lucas Uebel/Grêmio

GE



Nos momentos de decisão, quando tudo está posto à prova, cresce ao invés de se esconder. Isso até não é novidade quando tratamos deste Grêmio de Renato — e é um sobrenome importante porque certamente é assim que será lembrado.

A vitória por 2 a 0 na final do segundo turno do Gauchão colocou o time na história ao atingir a maior série invicta de uma equipe como mandante no Gre-Nal.

O treinador repete insistentemente o mantra de “ficar marcado” no clube com títulos. Pois bem, disputará o sétimo na atual passagem, desde setembro de 2016.

O Grêmio está há 13 clássicos sem perder em casa para o Inter — a última derrota (e única na Arena) foi em 2014. Superou não só o Inter de Coudet, mas a série invicta do Rolo Compressor com os gols de Maicon e Isaque.

A atual geração vencedora do Grêmio mantém sempre o nível de exigência no alto. Muito por conta de Renato, mas também de figuras como Pedro Geromel, Kannemann e Maicon, partes da espinha dorsal do time.

O Tricolor não é superado pelo maior rival em jogos eliminatórios desde a final do Gauchão de 2015. Naquela ocasião, o comandante era Felipão. Ou seja, Renato não sabe o que é ser eliminado ou perder um título para o Inter.

De setembro de 2016, quando retornou a Porto Alegre, disputou seis Gre-Nais em mata-matas. Passou em todos. Agora, completa nove clássicos sem perder — e a zoeira foi grande nas redes sociais por parte dos atletas.

— Sempre prefiro jogar contra grandes times. Porque a concentração do time é ainda maior. Enfrentamos nosso maior inimigo. E mais uma vez fomos superiores. Os números não mentem. Não só pelo placar. Não é porque não perdemos há nove jogos. Independente do adversário, procuramos superá-lo. Mais uma vez estamos na final de campeonato por méritos — relatou Renato.

O último gol sofrido foi em julho do ano passado, no empate em 1 a 1 no Beira-Rio. E foi marcado por um jogador do Grêmio, já que Paulo Miranda fez contra. Geromel e Kannemann jogam juntos desde 2016. E jamais perderam um Gre-Nal quando em campo ao mesmo tempo.

Na noite desta quarta-feira, o Grêmio entrou motivado e mordido para o clássico. O título descortinou um descontentamento com críticas feitas ao desempenho recente em Gre-Nais apesar dos bons resultados. Os azuis queriam provar (de novo) sua supremacia.

— São nove Gre-Nais de invencibilidade. Acho que nestes últimos a gente tomou um gol. E o gol foi do Grêmio, contra do Paulo. Esse ano, foram três vitórias e um empate. Continuamos respeitando, mas falarem que o Inter está melhor que o Grêmio? Aí é melhor comentar com a camisa do Inter. Aí não está sendo profissional — reclamou Renato.

Conseguiram com um jogo de imposição no meio-campo e velocidade para atacar o Inter. A concentração perdida contra o Novo Hamburgo sobrou. Como disse Renato, quando vale, o time do Grêmio geralmente responde à altura.

Diego Souza, um gigante no ataque, cansou de ganhar as jogadas aéreas. Deu, assim, ao aparar um cruzamento de Cebolinha, o primeiro gol a Maicon. A vantagem no placar fez florescer mais ainda a tranquilidade do Grêmio, que chegou ao segundo gol com o jovem Isaque ao explorar erro de Moisés.

Os duelos com o Caxias na finalíssima devem ocorrer nos dias 26 e 29 de agosto, conforme relatado pela diretoria do Grêmio. O Tricolor perde Orejuela, suspenso pela expulsão, e Kannemann, pelo terceiro cartão amarelo, para a primeira partida.

O elenco volta a trabalhar nesta quinta-feira no CT Luiz Carvalho. No domingo, encara o Fluminense na estreia do Brasileirão. A partida está marcada para as 19h, na Arena.



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