Paraíba

Gastos da Granja Santana geram suspeitas, Casa Civil se antecipa e abre sindicân

Mais uma vez

08/05/2013


O Governo do Estado publicou na edição do Diário Oficial, desta quarta-feira (08), ato do secretário chefe da Casa Civil, Lúcio Flávio, determinando a instauração de sindicância administrativa para apurar possíveis irregularidades constantes em atos relativos aos procedimentos de pedidos de compras, recebimentos de mercadorias, empenhos, liquidação e pagamentos realizados em favor da empresa Dantas e Lacerda Comércio de Alimentos Ltda.

Segundo a publicação no DOE, durante a elaboração do relatório de prestação de contas para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), relativo ao ano de 2012, concluído no dia 30 de março deste ano, foi constatado um aumento expressivo na aquisição e pagamento de carnes e derivados pela Casa Civil.

“Após a análise dos dados extraídos das notas fiscais emitidas pela empresa Dantas e Lacerda Comércio de Alimentos LTDA, verificaram-se indícios que deixam margem para uma investigação administrativa, considerando que é marca deste Governo a manutenção do interesse público e a transparência,”, diz a publicação no Diário Oficial.

A Comissão é composta pelos seguintes servidores: Ana Maria Cartaxo Bernardo de Albuquerque, Rita Bernadeth Moura Medeiros e Andréa Targino Chaves C. Passos. Comissão terá o prazo de 30 dias, a partir da data da publicação, para concluir a apuração e análise dos fatos.

Contas de 2011

Esta não é a primeira vez que o julgamento das contas da Granja Santana passa por investigação, no final do ano passado denúncias de supostas irregularidades na compra de alimentos, itens de decoração e higiene pessoal da residência oficial do Governador, referentes ao ano de 2011, ganhou grande repercussão na imprensa estadual e nacional.

O TCE apura o caso.  Segundo auditoria do órgão, cerca de R$ 22 mil foram gastos em artigos de cama, banho, decoração, móveis e acessórios para quarto de bebê, sem licitação. Entre os gastos também estariam R$ 326,2 mil com alimentos e R$ 481,2 mil com fornecimento de refeições, que teriam sido feitos também sem licitação.


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