Futebol

Gasparzinho já foi sentenciado por estelionato e responde a sete processos só em

Estelionato


09/02/2013

O artigo 171 do Código Penal acompanha Rodrigo Verissimo de Souza Melo, o Gasparzinho do futebol brasileiro, revelado pelo LANCE!Net na última quinta-feira. Se na gíria popular o número está associado à malandragem, na esfera judicial a relação é com estelionato. O cidadão que se passou por jogador de Flamengo, Vasco, Botafogo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-PR, América-MG, Feyenoord (HOL), entre outros, já teve abertos sete processos só no estado de São Paulo com relação a tal crime. Há também um em Belo Horizonte, hoje suspenso.

Em Bauru, cidade do interior paulista, Rodrigo Souza chegou a ser condenado a um ano e dois meses de prisão em 2009. Segundo consta no autos do processo, ele teria se apresentado como jogador do Palmeiras e ofereceu um catálogo de tênis para as vítimas por um preço inferior ao de mercado. Foram encomendados quatro pares de calçados e entregue a ele um aparelho eletrônico avaliado em R$ 500 para conserto. Rodrigo, no entanto, não repassou os objetos prometidos e o caso parou na Justiça.

O “jogador” admitiu o débito, mas alegou que tinha compromissos profissionais – estava viajando para atuar. As alegações não convenceram e ele foi condenado, em regime aberto, com a tentativa de recurso, negada. Os processos por estelionato contra Rodrigo Souza estão registrados no Fórum Central Criminal de Barra Funda, em São Paulo, entre 2009 e 2011. Uns estão abertos e outros, arquivados.

Um advogado, que pediu para não se identificar, teve um encontro com o Gasparzinho. Não houve um acordo sobre valores e Rodrigo ficou com o cartão dele caso mudasse de ideia. A partir daquele momento, contudo, este advogado teria sido apontado pelo “jogador” como representante judicial dele. Se o fantasma entrou em campo, ainda é uma incógnita, mas nos tribunais ele já estreou.

 



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