Futebol

Eleições na CBF e apoios financeiros explicam sobrevivência dos esvaziados Estad

CBF


19/01/2013

 A partir da segunda metade da década de 1990, os Campeonatos Estaduais passaram a perder espaço na temporada do futebol brasileiro. Antes, essas competições ocupavam metade do ano, agora são resolvidos em quatro meses e esmagam a pré-temporada dos grandes clubes, que não têm tempo para condicionar seus jogadores nem de entrosar o time.

Na verdade, os maiores clubes do País se deram conta que perdiam muito tempo com os Estaduais em detrimento de competições mais importantes, como o Campeonato Brasileiro e a Libertadores.

Em 2013, o esvaziamento dos Estaduais ganhou mais um capítulo. A Copa do Nordeste voltará a se realizar neste ano. Os 16 participantes de sete Estados da região só entrarão na competição regional nas fases mais avançadas.

Se aparentam estarem esgotados, por que os Estaduais não acabam de uma vez? A explicação está em como está formatado o futebol brasileiro.

Nem o atual presidente da CBF , José Maria Marin, nem seus antecessores ousam mexer nessas competições porque dependem dos presidentes de federações estaduais para se manterem no cargo.

Têm direito a voto para presidente da CBF os 27 presidentes de federações estaduais e os times que disputam a primeira divisão do Campeonato Brasileiro no ano do pleito (atualmente são 20).

Os dirigentes das entidades estaduais têm, então, maioria para a escolha do homem mais poderoso do futebol brasileiro e não abrem mão de um espaço no calendário do futebol para os torneios regionais.

Os grandes clubes que poderiam se organizar para reduzir o tamanho dos Estaduais não fazem isso por um motivo principal: grana.

Estima-se que os quatro grandes clubes de São Paulo ( São Paulo, Palmeiras, Corinthians e Santos) vão receber R$ 11,5 milhões para terem seus jogos transmitidos pela TV aberta. Um recurso do qual ainda não podem prescindir.

Um dos defensores desse modelo de competições é o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil. O dirigente diz que os outros Estaduais deviam copiar o formato de Minas Gerais, que só terá 12 clubes

– O Campeonato Mineiro é o mais rentável do Brasil e não atrapalha para o restante da temporada.

Em Minas, os 12 times se enfrentam em turno único e os quatro melhores avançam para as semifinais, disputadas em ida e volta, assim como a final. São 15 jogos para definir o campeão, oito a menos do que o Campeonato Paulista no mesmo período de tempo

Kalil afirma que a fórmula enxuta do Campeonato Mineiro vai ajudar o Atlético-MG na Libertadores de 2013

– Só vamos jogar o Estadual nos finais de semana. Dá perfeitamente para se dedicar aos dois torneios.

Em 2013, os Estaduais ganharam um fôlego. A Chevrolet vai dar nome a 20 dessas competições pelo Brasil. A estratégia de marketing é explicada pelo diretor-geral de Marketing, Vendas & Pós-Vendas da empresa, Santiago Chamorro.

— Uma das formas de nos aproximarmos dos clientes da Chevrolet é a presença da marca no esporte mais popular do mundo o que, no Brasil, significa estar no futebol



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