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Política

26/06/2013


Couto critica "setores reacionários"

Esvaziamento

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) acusou grupos conservadores do Brasil de insistirem no esvaziamento da política. Para ele, quem quer acabar com a política está, na verdade, fazendo muita política.

Segundo o parlamentar, um caminho para negar a política é o da judicialização. "Para tanto, contam com a adesão de figuras do Supremo Tribunal Federal que julgaram fora da curva para condenar, a qualquer preço, o PT, partido mais popular do país".

Luiz Couto disse que ao transformar o chamado mensalão no maior escândalo da história republicana, fulanizando um problema crônico do sistema eleitoral brasileiro, que é o financiamento privado das campanhas eleitorais, setores da grande mídia e o STF não conseguiram destruir o PT, mas consolidaram um mal-estar na atividade política.

Couto ressaltou que setores reacionários da grande mídia festejaram e exponencializaram o erro do PT. Afirmou que esses, que fazem política em seus editoriais e em suas matérias, com suas escolhas, seus linchamentos e silêncios seletivos, em muito contribuem para a desvalorização da política.

Após enfatizar que "a mídia conservadora com sua pseudoimparcialidade quer fragilizar a política", o deputado lembrou que foi a política que salvou a América Latina do caminho único pretendido pelo liberalismo econômico. Acrescentou que foi a política que refreou o adesismo à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), que mobilizou os povos contra a desmontagem do Estado e que tirou milhões de latino-americanos da miséria, "sem satanizar o mercado".

"Reforma política, combate à corrupção, Plano Nacional de Educação com 10% do PIB e recursos dos royalties do pré-sal para a educação, o mínimo de 6% ou 7% do PIB e/ou 10% da receita bruta da União para financiar o SUS; derrotar a PEC 37; reforma fiscal; reforma do Estado, inclusive do Judiciário; reforma urbana e mobilidade urbana; regulamentação e democratização da mídia; os direitos dos homossexuais; a questão dos indígenas; a questão ambiental; segurança pública… E haja política!", complementou Luiz Couto, que reafirmou a política "como uma das mais nobres atividades da vida social".