Política

Tempo de provação: retórica e narrativa de Nilvan Ferreira lhe fazem fenômeno; só a falta real de experiência lhe fragiliza

22/11/2020


O candidato a prefeito de João Pessoa pelo MDB, Nilvan Ferreira

Quem acompanha a sucessão política na cidade de João Pessoa invariavelmente precisa se deparar com a performance surpreendente do candidato Nilvan Ferreira e sua capacidade visível de exposição de ideias e propostas, mesmo quando nos debates com seu concorrente Cicero Lucena.

O candidato do MDB é de fato um fenômeno da campanha de 2020, embora quase alvejado pela performance bem estruturada de Ruy Carneiro por pouco não chegando ao segundo turno.

No aspecto da análise de desempenho em si ao longo da campanha é preciso admitir que a facilidade de exposição de argumentos fez Nilvan Ferreira chegar até aqui ameaçando seu concorrente.

Na fase atual da campanha também é preciso identificar posição político-ideológica do candidato com a base bolsonarista bastante clara, da mesma forma que selando acordo para 2022 com o pré-candidato Romero Rodrigues tendo apoio de Cássio Cunha Lima. São dois ingredientes que como consequência deve levar até a esquerda votar em Cícero.

No exame comparado, entretanto, a inexistência de experiência efetiva no comando de uma administração do tamanho da Prefeitura de João Pessoa – cidade que parte para conviver com 1 milhão de habitantes -, faz o candidato do MDB conviver com fragilidades.

Dois casos recentes de gestões conduzidas por comunicadores ainda hoje assustam moradores e analistas. Tratam-se do fiasco amedrontador da gestão de Micarla em Natal, da mesma forma que de Jota Júnior em Bayeux – dois grandes desastres administrativos.

Eram também dois fenômenos de exposição de propostas, entretanto, por não disporem de experiência anterior terminaram conduzindo as duas prefeituras ao caos.

É este “monstro” que assusta e faz Nilvan Ferreira conviver com fragilidades.

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