Gil Sabino

Jornalista e assessor de imprensa.

Paraíba

O que se espera da nova gestão da API


10/09/2021

Toma posse hoje à noite no auditório da Faculdade Maurício de Nassau, a nova diretoria da Associação Paraibana de Imprensa – API, encabeçada pelo novo presidente eleito, jornalista Marcos Wéric, e a vice-presidente Karla Alencar, bem como todos os demais.

Mas, o que se espera dessa nova gestão da API?

Sim, é hora de contemplar um melhor futuro para aquela associação que outrora foi uma como que bússola, de tamanha importância na vida social, política e econômica, do Estado da Paraíba.

A API foi prestigiada por jornalistas nacionais, governadores, senadores da república, juízes, artistas, empresários, e outros, e marcou época durante anos, inclusive, no período da ditadura, quando foi voz forte na tomada de decisões contra o poder autoritário.

Outro fato importante que marcou posicionamento da API em defesa das classes sociais, segundo nos conta o jornalista e ex-presidente da casa, Walter Santos, se deu na campanha pré-impeachment do ex-presidente Fernando Collor.

Os tempos são outros. A API passou por diversas diretorias e perdeu prestígio, principalmente com o evento da tecnologia que devastou inúmeros associados dos seus postos de trabalho nas redações e editorias dos antigos jornais. Aliás, os jornais, na contramão da euforia dos novos tempos da comunicação via online, foram aos pouco fechando suas portas. Resta ainda A União.

Logo, Weric e sua diretoria tem pela frente renovar, inovar, plantar um novo modelo de enfrentamento dos problemas da classe, enquanto associação, e permitir novos avanços, adaptando a API aos novos tempos. Para isso, com a saúde que tem, terá que disponibilizar muito trabalho pela frente. Cuidar do Estatuto e adequá-lo à realidade contemporânea. Aperfeiçoar os dispositivos de proteção dos direitos dos associados e promover uma Associação Unida, como falou durante seus discursos de campanha e que agora é chegada a hora de por em prática.

A API precisa garantir presença nas lutas em defesa do Estado Democrático de Direito e das liberdades públicas, principalmente a livre manifestação de pensamento e exercício profissional digno. Combater ameaças à liberdade de expressão e de imprensa, repudiar agressões com autonomia diante dos poderes constituídos, dialogar com a política e a economia. Também, preservar sua identidade democrática de atrelamento a governos de qualquer esfera ou alinhamento partidário, grupos ou personalidades que atentem contra a pluralidade, e reintegrar-se urgentemente aos movimentos sociais e organizações representativas da sociedade civil.

A API precisa estabelecer compromisso de aproximação com a classe, especialmente com as novas gerações, e cuidar dos nossos nomes de maior prestígio, que há gerações vem dimensionando a importância do papel da Imprensa.

A API precisa, e aqui vai uma sugestão, criar um Fórum de debates com extensão estadual e dialogar com outras associações de outros estados, fortalecer sua representatividade, atuar dimensionando sua esfera, por exemplo, contemplando as Universidades e os novos profissionais que se formam em suas bancadas. Criar eventos de formação, estratégias, principalmente nas áreas de mídias digitais, começando por organizar um portal, um site que informe sobre suas atividades, dando acesso a seus associados e ao público em geral.

No trato com os bens culturais, terá a frente o importante Juca Pontes, que naturalmente conta com apoio em todas as áreas além da literatura que é seu forte, mas tanto e também com artistas diversos nas artes plásticas, teatro, cinema, música, etc.

Suas ações precisam propor convênios com empresas, universidades, planejar uma programação de lazer, criar espaço para interação, quem sabe até criar um Clube de Imprensa.

Criar eventos que possam divulgar os trabalhos dos jornalistas, workshops, exposições, viabilizar o setor editorial, o setor tecnológico via internet, cursos, realizar concursos, festas, e para isso tem o potencial nome de Andréia Barros na Comunicação garantindo movimentar.

A API poderá criar um aplicativo próprio, desenvolver ações cooperativas, andar junto com sindicatos, prestar assistência jurídica, negociações com agentes financeiros a fim de gerar crédito para seus afiliados, buscar planos de saúde médica, inserir-se em propostas de programas habitacionais específicos, enfim.

O que se espera da API, e que desejamos a Marcos Weric, e a nova diretoria, é uma gestão inteligente, com planejamento de marketing sustentável e totalmente novo voltado para o futuro. É isso.

Boas vindas aos novos que chegam a API. PARABÉNS!


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